Mostrando postagens com marcador Boquinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Boquinha. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, agosto 30, 2010

O pós é o anti

Fico impressionado como o Estado do Rio de Janeiro se converteu ao Sérgio Cabral, não é nem a um ismo, já que não existe um cabralismo (como não existia um garotinhoismo). O Estado que foi criador e perpetuador de conceitos, como o Socialismo Moreno, (filho dileto do Brizolismo), que na contramão de sua política oposicionista, elegeu em 1994 Marcello Alencar governador, alinhado com a era FHC; com a ajuda dos anti, virou o pós, o anti-tucanismo raivoso dos petistas trouxe a inviabilidade deste projeto no Rio, a própria raivosidade petista, impediu também a própria viabilidade de um projeto petista com a débâcle do petismo na junção como brizolismo não tão brizolista de Garotinho em 1998.

Então se criou o seguinte quadro, para superar o brizolismo que criava os quadros políticos para logo em seguida retirar o suporte destes, foi preciso que estes quadros que foram engolidos por Brizola o superassem. Alencar, pela adesão ao projeto tucano; Maia, por um processo personalista; Saturnino Braga se encontrou no PT e Garotinho foi o resultado dialético do anti-brizolismo e do brizolismo. Conseguiu até juntar-se à Moreira Franco, que era o anti-brizolista.

Após um período Garotinho/Rosinha, conseguiu-se a união de todos os anti. Os anti-tucanos, os anti-petistas, anti-brizolistas e anti-garotinhos se encontraram no pragmatismo voraz de Sérgio Cabral, que trouxe a reboque um Eduardo Paes, parido de César Maia, criado no ninho tucano e desabrochado nesta nova ordem de Cabral. É incrível que o Estado do Rio de Janeiro esteja neste projeto que só se define na negação de outros, que é incapaz de ter uma marca, não é socialismo moreno, embora utilize algumas de suas armas, não é social-democrata à Marcello Alencar, embora também utilize de suas armas; não é truculento como Moreira Franco, mas também utiliza seu discurso, é um amálgama do anti, que se corrói de inveja do a favor.

Acho que aí vem o contraponto maior: Denise Frossard, Gabeira e César Maia. Você não precisa concordar com eles, mas sabe sobre o que eles estão falando. A estes, existe um limite da ideologia, de suas próprias estratégias. Os anti-eles estão com Cabral, desde uma política à moda antiga do Senador Dornelles, ao comunismo-stalinista de Jandira Feghali, o petismo de Lindbergh Farias, a religiosidade de Marcello Crivela, até cabe o Wagner Montes. Enfim, eles não representam nada, só são contra algumas coisas, e são contra até em coisas que outros da mesma aliança não são contra.

Eu acho que o tão falado pós-Lula, será como no Rio, uma união de quem é contra. Que triste fazer política na negação.

(Mutatis mutandis o mesmo acontece em Campinas, Doutor Hélio é a união de todos os anti-qualquer coisa).

quarta-feira, agosto 26, 2009

O grande risco das pequenas mentiras

Sempre acreditei na afirmação do título e até já tive provas de que realmente é verdade que as pequenas mentiras trazem consigo mais riscos que as grandes. Quando se mente por muita coisa, os detalhes se tornam maiores e mesmo uma contradição pode passar desapercebida pela grandiloqüência da história. Quando se mente pequeno, por comezinha que é a mentira, se ela suscita dúvidas, os detalhes desmontam o castelo de cartas. Mesmo porque se já existe uma dúvida em coisas corriqueiras, a credibilidade do mentiroso já está desvendada a priori.

Neste caso, dona Dilma está se mostrando uma filha que não aprendeu direito as lições do pai. Sempre que alguém pôs sob mácula a imagem do seu mentor e mestre, ele soube através da grandiloqüência e de um certo sebastianismo afastar-se dela, mesmo que a sombra pairasse sobre seus companheiros de luta que cada dia que passa se transforma e se deforma. Dilma não, mente por pouco, e como desconfia-se do pouco que faz, seus pequenos enganos vão aparecendo, assim como um título de doutora que ela não tinha, assim como um encontro que ela diz que não teve e que não teria porquê provar, assim como aceitou que até poderia provar que não o teve se tivesse os registros, assim como o contrato de segurança indica que não se pode apagar os registros e sic transit gloria mundi.

Não acredito que aqui chegaremos a histeria de uma mentira boba quase derrubar um presidente como foi com Clinton, mas será que somos tão amigáveis às pequenas mentiras a ponto de elegermos uma pequena contadora de histórias?

Os governos passam e a administração pública fica

Começo a sentir orgulho da Receita pela prova de lealdade à administração pública que seus funcionários estão dando ao pedirem exoneração dos cargos de confiança. Isso mostra o quanto este governo interfere na burocracia para auxiliar seus amigos. Assim aconteceu na Fazenda quando para defender Palocci abriram o sigilo bancário do caseiro acusador ou quando o ministro Hélio Costa pressionou a Anatel a aceitar a fusão da sócia do filho do presidente contrariando a lei e o espírito da privatização da telefonia. Também podemos lembrar que esta série de exonerações forçadas ou voluntárias começou para proteger a Petrobrás, totalmente loteada, de ser autuada pela Receita.

Enfim, a administração pública fica e este governo quer ficar per omnia secula saeculorum se enraizando na administração, na boquinha amiga e companheira.

segunda-feira, agosto 17, 2009

E se nada mais der certo...

Bem, se nada mais der certo, faça um filme bem ruim, com muito palavrão, umas figuras estranhas, peça patrocínio da Ancine, chame uma estatal para patrociná-lo deduzindo o Imposto de Renda pela Lei Rouanet e você ganhará uma graninha. Afinal, com esta modinha alternativa, sempre haverá alguém para vê-lo, e como o filme já está pago, se um modernete ver seu filme, você ainda lucra!

O preço da liberdade é a eterna vigilância!

É um absurdo o governo federal fazer propaganda dentro do cinema, não só o faz como governo federal, como ainda põe mensagens em propagandas das estatais. O governo federal é mais presente no filme do que o próprio filme.

Então ficamos assim, os gastos do governo com funcionalismo sobe à mesma proporção que eram em 94, o salário no funcionalismo público federal são 6 vezes maiores do que na iniciativa privada. Os companheiros ocuparam todos os cargos possíveis e imagináveis e meu rico dinheirinho, suado, sofrido ainda paga filme de quinta categoria!

O chavismo está perto. O espírito está pronto, mas a carne é a fraca. Vigiemos!