domingo, janeiro 28, 2007

Uh-hu Mogi-Guaçu!

Praticamente a Surrealidade!

Este sábado, aproveitando minha ida a Jundiaí, fui para Campinas para me divertir, a proximidade do dia 30 abriu esta janela de oportunidades e eu não desperdicei! Bem, estivemos no limite da surrealidade.

Voltei num dos lugares que eu mais gosto em Campinas, o City bar. Eu realmente quero voltar a morar numa cidade onde exista um city bar, onde no caminho da minha casa exista um bar na rua, com bêbados normais a bêbados alternativos, onde ainda impere o copo americano! Acho incrível que São José dos Campos, formada do mesmo barro, do café, da indústria de tecnologia, não conseguiu criar um espaço amigável onde a cidade se encontre democraticamente. Acho esta cidade o máximo da petit bourgeoisie, a cidade do trabalho, que dorme cedo, da diferença entre as regiões da cidade. Enfim...

Depois da hora da fila, fomos para a buatch mais popular que existe. Fazia muito tempo que eu não dava tanta risada. Acho que eu me dou super bem no meio do povo! Estava lendo que isso é uma característica do meu signo, e também é bom estar num lugar onde tudo pode acontecer.
Aí, neste ambiente propício, formou-se um trio que pode vir a explorar novos recantos deste mundo! Algumas sminorff ice (ok, ok, não tinha bebidas muito sofisticadas...), voltei pra Jundiaí com a sensação de dever cumprido e um pouco melhor com todo esse sacrifício fiscal que tenho feito para controlar minhas contas e afastar o vermelho da minha vida...

Carnaval tem mais!!!!

P.S.

1. Post totalmente inspirado em Korn que teve um final de semana muito mais chic que o meu.

2. O título: grande inspiração de Carlinha sobre a muvuca, uma adaptação do grito de guerra big-brotherniano de Fani para a Região Metropolitana de Campinas. Uh-hu Mogi-Guaçu!

terça-feira, janeiro 23, 2007

Momento Funk

Achei engraçado, valeu Rodrigo...rs

domingo, janeiro 21, 2007

Ser ou não ser vegetariano!

A questão dos argumentos
Eu não sou adpeto de maneira alguma do vegetarianismo, fui criado com hábitos alimentares carnívoros, gosto de comer carne e não pretendo rever isso. Embora seja sensível à vários argumentos como o de que a indústria da carne seja uma grande devastadora das matas tropicais, ou que os animais foram expostos a tortura e maus tratos; não pretendo me tornar vegetariano. Gosto e ponto. Posso sim tentar comer carne de uma maneira mais saudável, mas não penso em como uma pecuária não-extensiva pudesse dar conta de alimentar uma população gigante como a nossa.
Agora hoje eu consegui ler o argumento mais imbecil contra comer carne. Pode até não ser, mas é o cúmulo da inocência fazer com que o meu hábito ancestral seja o culpado do aquecimento global. Pode até ser, mas ainda não me convenci!
Abaixo o artigo:
Ah, o fantástico tá mostrando isso. O pum da vaca polui mais que o setor de transporte...

O Ilusionista

Sábado no cinema!

O Filme

Fazia muito tempo que não saia do cinema tão impressionado com um filme. Adoro filmes que tratam, ou que mostram, a tênue linha entre realidade e imaginação, e um filme de mágica não poderia ficar longe desta linha. O incrível é a total dúvida com que saí do filme, não sobre discussões sobre a realidade e a fantasia como em Vanilla Sky, Matrix ou Clube da Luta, mas sobre o que é real ou não no filme.

Coloquei fantasia ao invés de ilusão porque me lembrei de uma aula onde se falou que a fantasia está intimamente ligada com a visão, e o filme realça a visão, pena que meu inglês é péssimo e me torna dependente das legendas e não podia simplesmente ficar olhando. O filme prende, houve momentos que abstraí completamente para ficar olhando o ilusionista.

Achei o filme equilibrado, ficção, um quebra-cabeça fantástico, uma história de amor romântico, um ator bom, seqüências intrigantes.

Se as impressões do inspetor de polícia estiverem certas, temos um Romeu e Julieta que deu certo, ou não, na verdade não há certeza alguma da história.

Fiquei com uma idéia que a visão é o sentido mais fácil de ser enganado, não é a toa que todas as palavras da dúvida tem a ver com a visão, impressão, fantasia, ilusão.

Gostei do filme!

O Programa

Todos os trailers que vi me fizeram querer voltar ao cinema, acho que estava inspirado a ir ao cinema hoje.

O primeiro foi Antonia (que vontade de por um acento circunflexo!). Não assisti na tv e estou muito a fim de ver.

Mas o que me intrigou nos trailers foi The Last Kiss, pelo que dizia no trailer é igual a um filme italiano que assisti, L’ultimo baccio. Acredito que seja a mesma história. Quando vi este filme adiantei minha crise dos 30 anos em 5 anos, o filme italiano tem um charme, uma sutileza, espero que o americano também o tenha.

Agora convenhamos, escutar as pessoas comendo o tempo todo no cinema é péssimo! E como comem!

Coca Light

Hoje foi o dia da minha primeira coca light, mas um passo na minha luta para chegar aos 30 anos bonitão e estável financeiramente. Depois de correr no Parque Santos Dumont, quando fui pedir o refrigerante, não titubeei. Como é ruim! Ainda sinto o gosto do adoçante na minha boca. Será que é costume??

sábado, janeiro 20, 2007

Escutando coisas novas


Aracy de Almeida

Caramba, é impressionante que até semana passada Aracy de Almeida para mim era uma jurada jurássica do Sílvio Santos.

Depois de ler uma reportagem onde falava que ela era a maior intérprete das músicas dele, por curiosidade, busquei músicas dela na rádio uol. Fiquei fascinado com o deboche, com os assuntos. As músicas são muito inteligentes e a interpretação dela tem um ar diferente, não tem tanta formalidade das músicas antigas.

Acabei comprando um CD, que se chama, Ao vivo e a vontade, foi gravado em 1980. Na verdade, foi um show onde ela fala coisas incríveis entre as canções, sendo o ponto alto a descrição que ela dá para sapatão! Imagine, em 1980 uma senhora fala sobre lesbianismo enquanto em 1996 uma sapata choca ao falar que é bi! O CD chegou ontem, e ontem eu o escutei por 4 vezes!

Infelizmente minha falta de grana me impede de comprar outros cds...

O orvalho vem caindo
(Noel Rosa/Kid Pepe)

O orvalho vem caindo
Vai molhar o meu chapéu
E também vão sumindo
As estrelas lá do céu
Tenho andado tão mal
Minha cama é uma
Folha de jornal

Meu cortinado é o vasto céu anil
E o meu despertador é o guarda civil
(Que o salário ainda não viu!)
(Vai pra ponte que partiu!- Versão Aracy de Almeida)

A minha sopa não tem osso nem tem sal
Se um dia eu passo bem, dois ou três passo mal
(Isto é muito natural!)

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Momento Musical

Estou hiper encanado nesta música


Resposta ao Tempo
(Aldir Blanc/Cristóvão Bastos)


Batidas na porta da frente é o tempo
Eu bebo um pouquinho pra ter argumento
Mas fico sem jeito, calado, ele ri
Ele zomba do quanto eu chorei
Porque sabe passar e eu não sei

Num dia azul de verão sinto o vento
Há folhas no meu coração, é o tempo
Recordo um amor que perdi, ele ri
Diz que somos iguais, se eu notei
Pois não sabe ficar, eu também não sei

E gira em volta de mim,
Sussura que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos

Respondo que ele aprisiona, eu liberto
Que ele adormece as paixões, eu desperto
E o tempo se rói com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
me esquecer

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Pelas barbas do Profeta!

Mudei!


Depois de um dia que não me reconhecia direito, nem nas minhas atitudes, nem na minha aparência, resolvi tirar a barba que deixei crescer com todo carinho durante as minhas férias. Acho que serviu também para dar um sinal de que as férias acabaram, e que agora só em setembro.


Consultei várias pessoas já que minha analista (não sei se é analista, afinal ela não é adepta à pscianálise e sim ao psicodrama) está de férias, e por fim o resultado foi que eu deveria tentar a mudança.


Estou com cara de tartaruga! Toda vez que eu passo em frente a um espelho fico me olhando como se não me reconhecesse em mim. Praticamente, estou em crise de identidade sem a minha barba!.


De qualquer maneira, teremos algumas mudanças, amanhã estreiarei um novo look, assumirei definitivamente um lado casual day e irei trabalhar de camisa pólo! (ok, está longe do visual chinelos e camiseta com que eu sonho trabalhar, mas é o que eu posso no instante). Depois, vou para São Paulo, visitar Luísa, dormir na casa dela, pôr a conversa em dia, curtir uma cidade grande, e se possível tentar gastar pouco.

post e barba feitos ao som do Bolero de Ravel. Estou gravando essa música no celular. Toda vez que precisar tomar uma decisão rápida, vou escutá-la no banheiro da fábrica!...rs

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Homenagem a volta do youtube

Em homenagem ao fim da censura, estou postando um comercial engraçado que eu vi no youtube!


segunda-feira, janeiro 08, 2007


São José dos Campos - Capital do Vale

Quando eu me mudei pra São José dos Campos e me deparei com o fumacê na rua, no primeiro momento, comecei a rir, achei uma coisa tão surreal passar um carro fumacê no centro de uma cidade industrial como São José que não acreditei. Num segundo instante chorei, fui dedetizado!

Passou o tempo e sempre que encontrava o fumacê praguejava. A coisa era tão surreal que no primeiro semestre de francês, a aula parava quando o fumacê passava na rua. Houve uma vez que andando com um amigo, ao virarmos uma esquina, caímos numa nuvem!

No entanto, desde que o inverno acabou, ainda não vi o fumacê e aí sim aconteceu uma coisa mais surreal: os pernilongos estão dominando esta cidade. Eu que acreditava que que os pernilongos não chegavam ao 8o. andar, estou dormindo com repelente!


Prefeito Eduardo Cury, meu, cadê o fumacê???

domingo, janeiro 07, 2007

Fim de semana Jude Law

Só para registro.


Nesta minha cruzada contra os gastos, fiz neste final de semana, o final de semana Jude Law. Aproveitando que ganhei uma cópia de I heart Huckabees do Maurício, aproveitei e assisti Alfie e Cold Mountain.


Adorei os três por motivos distintos. I heart Huckabees é fantástico, que senso de humor! Que filme bem feito! Divagações hilárias. Alfie é um pouco moralista, mas é de um cinismo não usual. Cold Mountain é uma novela, sensível, paisagens lindas.


Semana que vem pretendo ver O paciente inglês!

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Dinheiro na mão é vendaval...

Só por hoje


Estou desde terça-feira sem gastar!

Não utilizei meu cartão de crédito para nada, tampouco tirei alguma nota da carteira. Para comer utilizei o que tinha na minha casa, e por incrível que pareça, consegui fazer coisas boas!

Isso se deve à uma ação de longo prazo com o objetivo de me capitalizar novamente. Depois do carro (à prazo) e da gastança de final de ano, decidi que este mês seria o mês M de combate ao gasto. Entrei na fase do capitalismo ascético!

Para comemorar tudo isso, amanhã vou ao Bar do Peixoto tomar uma cerveja! Afinal é sexta-feira, e já economizei para isso!

Será terrorismo?

Lula e o terrorismo

No seu discurso de posse o presidente Lula caracterizou os atos de violência entre os narcotraficantes e milíicas armadas que assolavam o Estado do Rio de Janeiro nas vésperas do ano-novo como uma ação terrorista.

Concordo com o presidente que a ação de criminosos com o intuito de causar o medo na população, de maneira a combater uma ação do Estado (seja ela uma política ou uma ação policial) é terrorismo; acredito eu, que o terrorismo esteve muito mais caracterizado com os acontecimentos de maio/06 no Estado de São Paulo, onde o alvo era o próprio Estado.

Mas sendo terrorismo, este é um ato contra a Segurança Nacional. Será que o discurso pode sinalizar uma maior intervenção do Governo Federal na Segurança Pública que é de competência dos Estados?

Embora tente não cair em teorias de conspiração, a alusão de Lula ao terrorismo me causou medo. Medo por ser o presidente um potencial Chavez, que interviu em hospitais na cidade do Rio de Janeiro, com objetivos políticos, e que poderia, em tese, intervir nos Estados para combater o terrorismo.

O Brasil não é Venezuela, mas...

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Diferenças Fundamentais em Discursos Paradigmáticos

Discurso de posse do Governador de São Paulo, José Serra.




Foi quase que por descuido que acompanhei um discurso que tem um potencial de ser tão paradigmático quanto o discurso de despedida do Senado do presidente Fernando Henrique em 1994. Tal como aquele, o discurso de posse do governador Serra, traz para si uma visão de Estado que pode diferenciar o atual governo do governo Fernando Henrique. Se seguido, pode trazer um ar de renovação ao PSDB, afastando o quercismo que dominou o Estado de SP no governo Alckmin.

Acredito que tratou de pontos que estão ausentes do governo Lula, como o papel do Estado, a posição do Estado frente a globalização, e uma clara linha econômica.

Foi um discurso de posse para o Governador do Estado de São Paulo, mas pode conter as linhas gerais de um discurso de posse para a Presidência da República em 2010.

Função da política

“Sem ampliar os limites conhecidos do possível jamais teríamos conseguido recuperar a situação financeira da prefeitura de São Paulo em apenas um ano, nem Fernando Henrique Cardoso teria vencido a inflação com o Plano Real. Não preciso me alongar aqui sobre como tem sido nocivo no Brasil a crença no mote tradicional que assegura ser a política a arte do possível. Não, a política deve ser a arte de alargar os horizontes e limites do possível”.

Papel do Estado

“O que pretendo enfatizar aqui é a necessidade de uma prática transformadora na política brasileira, que vá além, muito além, de discursos. Não basta que se reconheça a necessidade do bem. É preciso praticá-lo. Não basta anunciar futuro glorioso para o povo brasileiro. É preciso construí-lo. Não basta que manifestemos reiteradamente nossos votos de uma vida melhor. É preciso mobilizar instrumentos e técnica para que ela seja realidade.

Em termos de poder público, aquela prática exige, antes de mais nada, que o Estado seja controlado por ele próprio, que o aparato governamental funcione como um todo coerente, do ponto de vista moral, da eficiência e dos objetivos perseguidos, que aja em em função do interesse público. Nada mais distante disso do que a banalização do mal na política brasileira, das vorazes tentativas neopatrimonialistas de privatização do Estado, que tanto tem prosperado em nosso país.
Em segundo lugar, é preciso que o Estado seja cada vez mais controlado pela sociedade, que esta possa se defender de seus abusos e nele possa influir alterando o rumos das ações públicas, na perspectiva da contínua democratização. E os governos, eu penso, têm de estar empenhados em contar uma parte da história do futuro, antecipando-se ao erro, cercando suas possibilidades, agindo com planejamento, abrindo o caminho e sinalizando a direção a seguir”.

Nacionalismo versus Globalização

“Defendo o ativismo governamental. O poderoso Estado Nacional Desenvolvimentista do passado - produtor, regulador de toda a atividade econômica, patrono de todos os benefícios sociais - não tem mais lugar no presente, mas isto não significa que deva ser substituído pelo Estado da pasmaceira, avesso à produção, estagnacionista. Até porque aquele Estado ficou no passado, mas a questão nacional e a questão do desenvolvimento continuam no presente”.

“Tenhamos claro que o livre mercado globalizado não oferece as respostas para todos os nossos problemas. Basta lembrar que o conceito de cidadania envolve três dimensões: a dos direitos civis igualdade perante a lei, possibilidade de ir e vir, habeas corpus -, dos direitos políticos votar e ser votado -, e dos direitos sociais. Mas o cidadão global inexiste: no mundo de hoje o direito de ir e vir entre países está cerceado só podem ir e vir de um país a outro os capitais e em menor medida as mercadorias, mas, gente, de nenhum forma; o exercício dos direitos políticos está circunscrito às fronteiras nacionais; e se os direitos sociais mal permanecem de pé dentro dessas fronteiras, o que dizer da utopia de fazê-los valer em escala planetária? Ou seja, o objetivo de materializar as condições de uma plena cidadania em cada país exige políticas nacionais, exige ativismo governamental na procura do desenvolvimento e da maior igualdade social”.

Social Democracia (convergência entre capital e trabalho)

“A falta de desenvolvimento pune os mais necessitados; torna-os clientela cativa do assistencialismo. A assistência social é justa e necessária, mas a emancipação verdadeira, sair da pobreza, exige empregos e renda para as famílias, o que só pode acontecer com crescimento econômico. E não há escassez de capital para promover esse crescimento.

Ao contrário, o vertiginoso aumento das remessas de lucros das empresas estrangeiras aqui instaladas e dos investimentos de empresas nacionais no exterior, recursos que se vão a fim de criar empregos lá fora, mostra que não falta poupança ao Brasil para aumentar sua capacidade produtiva e seus empregos o que falta são oportunidades lucrativas de investimento, espantadas pela pior combinação de juros e câmbio do mundo, em meio a uma carga tributária sufocante”.

Outros trechos

Governabilidade

“Temos presente que a governabilidade é tarefa de quem obteve nas urnas o mandato para governar. Não me passa pela cabeça, por exemplo, transferir para a oposição o dever de assegurar a governabilidade do estado que me elegeu. Quem é altivo na derrota não se sujeita. Quem é humilde na vitória não exige sujeição. É assim que se faz uma República”.

Trecho emblemático

“Quero dizer aos paulistas e a todos os brasileiros que podem contar comigo para que tenhamos um País ordeiro, pautado pela estrita legalidade e pela cooperação entre os entes federativos. Mas reafirmo: nem com a humildade que se confunda com sujeição, nem com a altivez que se misture com arrogância. Esta é a cara de São Paulo”

O governador está falando sobre a relação entre Estado e União. Adorei a definição do Estado de São Paulo escrita no texto.

Só para constar

O presidente Lula está tomando posse hoje.

Toma posse sem ministério, sem candidato a presidência da Câmara e do Senado, sem um programa de governo que una sua base aliada.

Ou está desgovernado ou está brincando com o caos.

sábado, dezembro 30, 2006

Asereje

O direito de gozar

Acho que um dos vídeos mais interessantes que eu vi neste ano de 2006 foi o depoimento da tiazinha aprendendo a gozar em Páginas da Vida.



Achei incrível, uma senhora simples deu uma lição de feminismo em um monte de meninas instruídas e modernas. Infelizmente o Roberto Carlos saiu da sua fase amor-sensual-sexual (ok, aquilo foi o limite do brega e o começo da decadência). Não consegui pensar que outro cantor hoje faria tão bem hoje.

Me chocou em partes as críticas à globo e a senhora. Que cada um goze do jeito que quiser!

Músicas do Roberto Carlos que podem satisfazer a maior feminista do ano de 2006

- Cama e Mesa (1981)
- O Côncavo e o Convexo (1983)
- Seus Botões (1976)
- Cavalgada (1977)
- Café da Manhã (1978)

sexta-feira, dezembro 29, 2006

El Salmón

2006

Adeus Ano Velho,


Acabou 2006! Resolvi fazer algumas listinhas para dar um panorama deste ano. Que ano sem novidades!

Músicas mais ouvidas

El Salmón – Andrés Calamaro
Hier Encore – Charles Aznavour
The Great Beyond – R.E.M

Todas antigas, mas foram descobertas por mim neste ano.

Can’t get over – Casino
Dejà vu – Beyoncé

Filmes marcantes no cinema

Match Point
Uma verdade inconveniente
O Segredo de Brokeback Montain
Munique
Orgulho e Preconceito

(Fui tão pouco ao cinema!)

Filmes marcantes no DVD

Um homem e uma mulher
As pontes de Madison
Sylvia
Zuzu Angel
A dupla vida de Verônica

Livros que eu li

Quase Tudo – Danuza Leão
Pais e Filhos – Ivan Turguêniev
D. Pedro I – Isabel Lustosa
Nassau – Evaldo Cabral de Mello
O que é sindicalismo – Ricardo Antunes (rs)

Caramba, segundo minha memória só li 8 livros este ano, estando um pela metade (com grandes chances de não terminar!). Sem contar que dois foram da coleção primeiros passos!

Os demais:

O terceiro travesseiro (a maior perda de tempo da minha vida. O pior livro que eu já li, mal escrito, mal construído, personagem que dão ódio na gente – tão ruim que não me lembro o autor)
El vuelo de la Reina – Tomás Eloy Martinez (pela metade)
O que são comissões de fábrica – Ricardo Antunes.


Preciso voltar a estudar urgentemente antes que a lista de 2007 não exista.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Tonterías!


O mito dos 15 km/l

O que tenho mais gostado desta história de ter carro é a busca incessante ao consumo de 15 km/l (prometido pelo manual do carro, entendida como direito meu), longe de ser uma busca romântica baseada no desejo de consumir menos combustível fóssil para evitar o aquecimento global, é uma busca econômica. Eu, agente econômico, praticamente tirado da Riqueza das Nações, lutando para ter uma vantagem econômica qualquer!

No entanto, média atrás de média, e meu carro nunca chegou aos 14,5, se pelo menos uma vez ele tivesse passado dos 15, nem que fosse o maximum maximorum, no entanto, continuo me sentindo enganado pelo manual do carro!

Eis que este domingo de natal, a solução saiu da Folha de São Paulo. Estava lá uma notícia que para mim foi reveladora, quase mística. Segundo um especialista a gente deveria, no caso de um carro com injeção eletrônica, ao invés de diminuir a marcha e acelerar menos, manter a marcha alta e acelerar mais, fazendo que o carro chegasse no limite da marcha, antes de reduzi-la. Isso é o contrário que o meu bom senso dizia para fazer, talvez porque eu já reprovei um exame de carta por deixar o carro morrer; talvez porque o carro é fálico, e a velocidade e a aceleração é forma de poder; talvez por ter aprendido assim.

Dentro do espírito de fim de ano, rompendo tabus, adotei a idéia na minha volta a São José dos Campos, me senti praticamente um barbeiro, mas segui a regra do especialista!

Postaria somente depois de fazer a média, mas achei a situação tão ridícula que postei antes...rs

Deixo a quem ler, se alguém ler, a curiosidade de saber se fiz 15 km/l ou não!

13 dias que abalaram o mundo

13 dias que abalaram o mundo

A maior surpresa deste Natal foi assistir a 13 dias que abalaram o mundo. Realmente é um filme que trata de um dos momentos claves do pós-guerra e que me fez pensar sobre muitos assuntos como a responsabilidade do poder, a necessidade da vanguarda no pensamento político e principalmente pela necessidade da memória viva da tragédia como guia da humanidade.

O filme, para mim, além de mostrar a responsabilidade, e a tensão, o medo, de ter a responsabilidade, com que trataram do tema tanto Kennedy, como Kruschev; evidenciou o papel da memória presente das explosões de Hiroshima e Nagasaki. O terror vivo livrou o mundo da repetição em larga escala das explosões atômicas. A crise dos mísseis só não se encerrou numa guerra nuclear devido a lembrança viva de Hiroshima.

Talvez pelas explosões atômicas ser a maior catástrofe criada pelo homem e reconhecida como tal (as alterações climáticas que têm provocado grandes catástrofes nem sempre são reconhecidas assim), a presença de Deus, do destino ou até do destino manifesto esteve longe das discussões da crise dos mísseis. Duvido que hoje o discurso não estivesse impregnado de misticismo e obscurantismo, mas em 1962, num período onde mundo foi muito mais moderno que hoje (sem alongar, estou considerando uma definição de modernidade como “tudo que é sólido se desmancha no ar”, e naquela época se desmanchava mais que agora), a crise foi resolvida sem Deus, pela responsabilidade.

Não acredito que fossem os personagens George W. Bush e Vladimir Putin, a crise seria resolvida, mas tanto George W. Bush como Vladimir Putin são produtos da nossa época, não daquela.

Nossas tragédias atuais não são encaradas como uma coisa humana, criando espaço para um obscurantismo crescente e perigoso. A AIDS, o tsunami, as enchentes, o aquecimento global, são de efeito retardado, e acabam anestesiando tanto a vanguarda como o senso comum. Acredito que falte uma vanguarda que seja capaz de convencer o senso comum que estas tragédias são tão humanas quanto a bomba atômica, e de maneira humana devem ser solucionadas.

Acabei ficando com uma imagem negativa e reacionária da humanidade, imediatamente me lembrei do lema da UDN onde “o preço da liberdade é a eterna vigilância”. Fiquei com uma imagem negativa onde a paz armada é a única garantia de paz. No entanto, não criamos ainda uma cultura de liberdade. A queda do muro que poderia abrir espaço para uma distensão, criou um pensamento único. As tão famigeradas soluções locais são tão somente uma expressão de um reformismo cada vez menos reformista, quando se teme a ruptura, se abre espaço para a eterna vigilância.

Bem, não sei se sou tão revolucionário assim, mas ainda há espaço para revoluções, e elas podem trazer tanto uma dimensão humana para nossas tragédias diárias, como uma liberdade sem muita vigilância.

Faltou discutir a responsabilidade do poder e o papel da vanguarda (coloco aqui como vanguarda a figura de Kennedy e Kruschev, que duvido alguém considere como vanguarda, mas para o exemplo que queria mostrar eles se comportaram como tal).