domingo, maio 20, 2007

O Bebê de Rosemary


O programa deste sábado à noite foi assistir um DVD em casa, e com meus pais! Na verdade meu pai abandonou o projeto antes dos 20 minutos, sobrando somente minha mãe e eu na sala. É engraçado, mas a única vez que fomos ao cinema os três (eu, meu pai e minha mãe) foi para assistir A Profecia, de tal forma que vamos nos especializando em filmes de terror.

Comprei O Bebê de Rosemary numa fúria consumista que tive no sábado passado enquanto passeava pelo centro de São José dos Campos. Lembrava que tinha assistido o filme, mas não lembrava do filme. E não é que eu gostei muito do filme?

Adorei as cenas, pausadas, de uma ambigüidade tremenda entre o sonho e a realidade, durante todo o filme dá pra desconfiar se Rosemary estava mesmo esperando um filho do diabo. As cores, os prédios, as seqüências sem efeitos especiais, tudo isso contribui para um filme interessante. Achei interessante também a posição de Rosemary, uma mulher em vias de emancipação, não é uma mulher moderna, mas também já não é mais uma mulher dos anos 50.

Lembrei-me muito de uma explicação que o Mauricio me deu a respeito de A Bela da Tarde, onde o fato das cenas de sonho estar encadeadas com as cenas de realidade, sem cortes, ou sem introdução a esse espírito, fazia com que a Realidade fosse a grande discussão daquele filme. Não seria o mesmo caso aqui? Embora os fatos do dia a dia vão levando a perceber que o sonho de Rosemary é sim a realidade!

E no entanto, no fim, a maternidade supera o nojo, eu achei fantástico o final. De uma realidade, e de uma fantasia. A maternidade e a vaidade superam o nojo. A maternidade e vaidade superam também um limite ético. Não caberia a mãe matar o diabo?


Gostei do filme, achei um filme bonito, intrigante. Procurando no google sobre o diretor, fiquei com vontade de assistir outros dois filmes dele: Repulsa ao Sexo e O Inquilino. A ver.

segunda-feira, maio 14, 2007

Paroles, paroles, paroles


Mas é só a Economia?

Tenho olhado com interesse o desenrolar do PAC, um olhar de uma perspectiva diferente do que tenho olhado política ultimamente; talvez, pela primeira vez sem resquícios de faculdade, com um olhar de quem trabalha.

Na minha visão de trabalhador, vejo a economia indo bem, obrigado. Nestes dois anos que trabalho, tive dissídios maiores que a inflação do período, que me converte em um trabalhador com aumento real de salário. Ao mesmo tempo, talvez por descuido, talvez por falta de atenção, não tenho visto carestia, aumento de preços, no máximo variações sazonais. Os altos juros me afetam, uma vez que estou numa fase de expansão de crédito, e de dívida. Pago um carro em n parcelas, e isso me custa caro.

Por outro lado, talvez viva na parcela brasileira que tem um crescimento francês, imagino eu que na França as pessoas também tenham reajustes iguais ao meu dissídio e pagam o mesmo nível de impostos como eu. Embora eu não usufrua nenhum serviço público. Sou petit-bourgeois, vou trabalhar de carro, utilizo serviço de saúde privado; contribuo para a previdência pública, mas apostei minhas fichas na previdência privada.

Quando soube que uma parcela da população brasileira vive um crescimento chinês, fiquei feliz em saber que pelo menos meu imposto de renda estava sendo utilizado para promover uma diminuição da desigualdade social. Fiquei mais feliz ainda quando soube que a diferença entre o salário das mulheres e dos homens caiu, assim como a dos negros e dos brancos. A diminuição da desigualdade foi um tema importante para que eu deixasse o homem trabalhar, superei grandes obstáculos ideológicos para votar no Lula nas últimas eleições.

No entanto, existem alguns problemas graves que venho observando. Até que ponto é só a economia que deve reger a política no Brasil.

Mesmo tendo uma “opção pelos pobres”, este governo é um governo de banqueiros e industriários. Governa com olhos para o mercado financeiro, faz agrados getulistas ao patronato, operários, servidores e uma grande classe amorfa de dependentes das bolsas que o Estado mãe oferece.

Ao mesmo tempo que possui um discurso progressista, estamos vendo uma asfixia da sociedade civil. Sindicatos, partidos de oposição, Igreja, igrejas, estão todos num balaio que sustentam o governo, seja por apoio direto ou chapa-branca.

Não sei qual é o caminho pelo qual seguiremos, mas acredito que muito do discurso progressista vai fazer com que a sociedade retome seu papel. Essa população chinesa precisará de serviços, sentirá o impacto e vai querer viver como a população francesa.

(A analogia está péssima, mas acho que é fato que uma parte da população brasileira está auferindo ganhos que nunca teve, enquanto uma outra parte vive estagnada)

Neste momento, acredito que caminharemos para um momento surpreendente da sociedade brasileira, que pode ser um momento de afirmação de valores democráticos. Não será possível abdicar de uma discussão profunda sobre a questão ambiental, sobre a afirmação de direitos humanos, sobre a expansão de direitos civis (aborto, casamento gay, estado laico) e aí sim sobre até onde a economia regulará o direcionamento da sociedade (que faremos com a aposentadoria? Que faremos com quem está na informalidade?).

Quando pensei no argumento deste texto, me pareceu claro, que poderia caber a classe média, a classe francesa, a vanguarda deste movimento, que poderia levar esta nova massa que está sendo beneficiada pela redução da desigualdade a uma experiência mais radical de liberdades. Talvez essa classe média espremida financeiramente, mas filha das experiências libertárias do início da nova república pudesse ser a guia de uma nova guinada de liberdades no Brasil.

Talvez a lembrança do Marx como esta classe média é a traidora da história me deixou um pouco pessimista, talvez por lembrar a comoção dos meus pares pela visita do Papa, ou pelos votos no Clodovil, pelo Alckmin, pelo discurso religioso-obscurantista cada vez mais presente na tevê.

Mas que seria interessante, seria.

Selvagem?

A polícia apresenta suas armas:
Escudos transparentes, cassetetes, capacetes reluzentes,
E a determinação e manter tudo em seu lugar.

O governo apresenta suas armas:
Discurso reticente, novidades inconsistentes
E a liberdade cai por terra aos pés de um filme de Godard.

A cidade apresenta suas armas:
Meninos nos sinais, mendigos pelos cantos
E o espanto está nos olhos de quem vê o grande monstro se criar.

Os negros apresentam suas armas:
As costas marcadas, as mãos calejadas
E a esperteza que só tem quem ta cansado de apanhar.

Crepúsculo do Macho

Já até estou vendo a cara do Maurício quando ler o que eu vou escrever aqui. Mas acho que uma das experiências mais libertárias que tive foi ler “Crepúsculo do Macho” do Gabeira. Foi um pouco antes da descoberta dos interesses difusos!

domingo, maio 13, 2007

Tulipas


Tulipas

Hoje, dia das mães, presenteei a minha com uma flor tão linda, que resolvi que quando tiver uma casa mais estruturada, terei tulipas!

Encruzilhada

Meu trabalho está me encaminhando para uma encruzilhada. Ao mesmo tempo que eu vivo para o meu salário e dele tiro todas as coisas boas da vida (para as que não depende diretamente dele, preciso dele para me levar até elas). Não consigo me imaginar nesta função por muito tempo mais. O pior é que a hipótese de uma promoção me deixa mais angustiado. Acho que a função da minha chefe é mais estressante ainda!

Infelizmente, nenhum de meus hobbies ou interesses podem me levar a uma outra carreira, ando com uma sensação de tempo perdido.

Clodovil e a Homofobia

Era a coisa mais óbvia do mundo que o candidato a deputado Clodovil não seria um representante da comunidade gay no congresso, mais óbvio ainda que a sua visão de mundo era machista, homofóbica. A coisa se tornou histriônica uma vez que ele era candidato por um Partido Social Cristão (sic!)

Infelizmente, despejou-se um monte de votos nele e eu acho que a comunidade gay também ajudou. Talvez por troça, talvez por descrédito dos políticos, e ele se tornou um dos deputados mais votados do Estado.

Triste que o deputado mais assumidamente gay da história do parlamento esteja sendo acusado justamente de homofobia e machismo!

O Clodovil é a imagem do atraso, da caricatura, e principalmente da desmoralização do parlamento.

Outback

Rompendo um preconceito, fui tomar cerveja e comer a famosa cebola do outback. Juventude dourada campineira por todos os lados; eu acho que até posso ser um deles, se quiser (com um pouco de massa muscular, um carro melhor na garagem, uma garagem e alguns reais na conta).

Adorei o lugar! E a companhia!

Maria Antonieta

Vou voltar à biografia da Maria Antonieta! Caramba, estou viciado em biografias. Será um caminho natural para minha curiosidade alheia??

segunda-feira, maio 07, 2007

Viagens na minha terra

Viagens na minha terra
A minha casa está onde está o meu coração
Ele muda minha casa não

Era uma provocação. Pelo fato de ser do interior, todos na mesa disseram que eu tinha que mudar de cidade muitas vezes, enquanto eles da capital raramente saíam da sua cidade.

Pensando bem, acho que é verdade.

Minha casa está em São José dos Campos, trabalho em Jacareí, pelo meu sangue inglês estou ligado à Caçapava. Às vezes vou a Taubaté.

Quem amo está em Campinas, como eu amo a cidade também, vivo lá. Meus pais estão em Jundiaí, e quase sempre que vou à Campinas passo por lá. Em ocasiões especiais vou à Campo Limpo Paulista ver meus avós.

Neste verão a fuga preferida foi Ubatuba, no inverno com certeza não será Campos do Jordão.

Na capital tenho dois grandes amigos, mas acho que as minhas referências hoje estão mais no interior. No entanto, preciso de uma dose de capital para não me tornar um joseense, pelo menos no espírito.

Para ir a estas cidades eu posso escolher entre o esquecimento ou a descaso. Se escolho o esquecimento vou pela D. Pedro, e olho com curiosidade para Bom Jesus dos Perdões; se escolho o descaso, olho com tristeza para Guarulhos da Dutra.

Mesmo andando tudo isso, eu adoro estas viagens. Não me vejo, hoje, fazendo outra vida! Nem mudando de Estado!

Trilhas viajantes para viagens

R.E.M
Andrés Calamaro
Charles Aznavour
Beck
The Beatles

Sègoléne, les verts et les rouges

Pensei a viagem de volta inteira sobre este tema para um post...

Não estou com saco de desenvolver isso agora

sexta-feira, maio 04, 2007

Tender is the night

Ritz

Ontem a noite resolvi brincar de rico e fui visitar meu amigo internético orkutiano na capital. Acabei num bar (um restaurante?) que achei um charme. Bebidas bonitas, pratos maravilhosos, um ambiente fantástico. Quanta gente bonita!

Foi muito bom sair pra jantar longe daqui, quando a tensão ronda o meu trabalho, minha maior fuga é sair.

Minha vontade quando sentei aqui era fazer descrição realista do lugar, mas sou romântico, lembro sensações, distorço realidades; só consigo me lembrar de um ambiente com tons vermelhos (será a framboesa da caipirinha?), com espelhos, uma luz amarela envolvente, um burburinho, risadas, gente bonita, e eu fiquei realmente feliz ali. Fiquei imaginando que queria estar ali mais vezes, com mais pessoas, com todas as pessoas, com só uma, e muitas vezes.

A brincadeira saiu cara, mas acho que valeu a pena. Volto lá mais vezes

Livre Associação

Enquanto estive no bar, não consegui parar de lembrar de Suave é a noite de F.Scott Fitzgerald. Parecia que estava no livro, não na época, não com os personagens, mas no espírito do livro. As festas, uma gente despretensiosa (existe essa palavra), uma fluidez de conversas, de idéias. Sensação que o mundo está andando rápido (tudo que é sólido se desmancha no ar).

Que essa sensação não desague na segunda guerra como foi o fim da era do Jazz, mas sim numa serenidade, talvez nem tanto autista, como de Dick Diver, o personagem principal do livro.

Trilha sonora

Beck - lembrei muito das músicas que o Hugo gravou para mim.

quarta-feira, maio 02, 2007

Uma casa moderna

Residência Olívio Gomes - Parque da Cidade - São José dos Campos

Aproveitei o domingo de sol e fui levar a visita para conhecer o Parque da Cidade.

Acabei surpreendido. Já tinha visto a residência Olívio Gomes dentro do parque, mas desta vez, talvez por estar com alguém fissurado em design, me detive por mais tempo. Neste instante percebi que aquela residência não é uma residência qualquer. Planos, cores, murais, jardins, rampas, viveiros, venezianas, aberturas, elementos; uma casa conceitual! Impossível não imaginá-la habitada, com seus móveis modernistas, com pessoas modernas. Todo mundo numa varanda olhando um jardim exuberante.

O mais incrível é que quem a construiu, ou melhor, mandou construir, foi um gerente da Tecelagem Parahyba; um simples gerente. Para quem está acostumado com gerentes dentro de bay-windows e telhados recortados, encontrar esta residência foi um achado.

É uma pena que acasa está sendo destruída pelo tempo. Não consegui imaginar uma ocupação para ela sem ser casa (são fantásticos estes modernistas, estavam tão ligados na funcionalidade que a casa não pode ser outra coisa além de casa!). Acho que a cidade deveria restaurá-la, mobiliá-la e fazer dela uma casa-museu. Quem sabe o número de telhados recortados e prédios caixotes diminuem em São José dos Campos?


Residência Olívio Gomes
Parque da Cidade
Arquitetos: Primo Levi e Roberto Cerqueira César
Paisagismo e Murais: Roberto Burle Marx










sexta-feira, abril 27, 2007

Mas tem lugar para estacionar?

Uma onda de intolerância tomou conta de mim!!!

Não existe pergunta que me desperte mais ódio do que "mas tem lugar para estacionar?". Essa pergunta expressa toda a mediocridade que pode existir numa pessoa.

Pensemos desta maneira, se eu te convido para ir a algum lugar; você me questiona se há lugar para estacionar; eu respondo que não. Não ter lugar para estacionar o impede de ir a este lugar?

Se para você a resposta é sim, acredito que o carro lhe dominou! Na verdade o carro é o meio que leva você aos lugares e não o fim em si mesmo. Se eu realmente quiser ir a algum lugar, não será o estacionamento que me impedirá.

Ontem fui conhecer o novo barzinho da juventude dourada joseense, o Eivissa (adorei saber que é Ibiza em uma língua qualquer, me disseram basco, mas aposto que deve ser valenciano, catalão ou outra qualquer). Durante toda a semana, a pergunta que mais escutei foi o famoso "mas tem lugar para estacionar?". Considerando que o lugar fica numa avenida famosa da cidade (Av. Adhemar de Barros), num bairro rico e comercial (Vila Adyana), a pergunta se torna tão tosca que não sei como as pessoas tinham coragem de perguntar! Meu Deus, estacione na rua! Vão a pé, se estão com medo de que lhes roubem o carro! Sem contar que num bar caro como aquele, é impossível não ter serviço de vallet! Enfim, as cocotas e os rapagões deixaram seus carrões no serviço de vallet e puderam se descontrair no bar.

O pé rapado foi a pé! (Sou vizinho, pago pouco e moro bem!)

Enfim, o Eivissa!

Adorei o lugar. Adorei as companhias (contraditório, mas sou eu este ser contraditório!). Bebi um pouco demais. Dancei muito. Acho que é um dos ambientes mais interessantes que conheci em SJC, bem decorado, leve, um quê de sofisticado. Gostei!
Uma cidade industrial

Depois de todo esse stress a respeito do lugar para estacionar, lembrei-me da definição dos joseenses por novo amigo Ricardo. "É um povo cujo maior objetivo é comprar um carro!".

segunda-feira, abril 23, 2007

Segunda-feira INXS


Segunda-feira diferente!

Devido a muitas horas trabalhadas, umas férias não programadas e minha nova função de key-user do SAP, folguei esta segunda.

Sendo assim, segunda-feira de sol; calor bom, temperaturas agradáveis com tendências a esquentar, esfriar, esquentar; restituição do imposto de renda; transformei a segunda num sábado fantástico!



Achei a trilha sonora perfeita para esta segunda: INXS!

Não que houve excessos, mas como a música caiu bem para as coisas que fiz!


INXS - Never Tear Us Apart

Don't ask me
What you know is true
Don't have to tell you
I love your precious heart

I
I was standing
You were there
Two worlds collided
And they could never tear us apart

We could live
For a thousand years
But if I hurt you
I'd make wine from your tears

I told you
That we could fly
'Cause we all have wings
But some of us don't know why

I
I was standing
You were there
Two worlds collided
And they could never ever tear us apart



segunda-feira, abril 16, 2007



Ócio, Tédio, Programa Sílvio Santos e Woody Allen

Uma viagem me fez ficar em São José dos Campos este final de semana.

Espero toda semana pelo final de semana. Pelo ócio, o ócio criativo, o ócio que me faria sentir novamente no mundo dos pensantes, onde leria mais, ouviria mais, escreveria mais, conversaria com outras pessoas as quais não tenho acesso durante a semana. O fim de semana tranqüilo seria a solução para voltar à elite, aos meus amigos, meus anos dourados da faculdade. Poderia ligar para a Luísa, conversar com o Érico, de repente tomar umas margaritas (minha nova paixão). Combinar com meu irmão a viagem a Brasília. Enfim, por a vida em ordem.

Eis que o ócio se torna preguiça, e como conseqüência vem o Tédio!

Como é incrível a inércia que me move! Acabei passando o final de semana inteiro na Internet, ora acompanhando o Thiago enquanto ele trabalhava, ora procurando na Internet o que eu poderia fazer para vencer o tédio. Acabei lavando, passando, esfregando, cozinhando e pensando. Não li, não escrevi, não liguei (por sorte Luísa me ligou) e a vida passou.

O final de semana em que poria minha leitura em dia teve seu ápice no Programa Sílvio Santos, talvez o oposto do que eu julgava ser, a maior prova que o meio está em mim, ou talvez a lembrança ancestral que Jundiaí ainda está em mim. Como vicia, como prende, como dá esperança. Se não fosse Luísa ter me salvo, com certeza estaria atrás do meu carnê do Baú.

Acho que Luísa me salvou tanto, que depois do telefonema, criei coragem, tomei um banho, me barbeei e fui ao cinema, Woody Allen me distraiu até o tão esperado telefonema de domingo à noite, e o fim de semana acabou, já li a Veja e o sono demorado de manhã acabou me trazendo a insônia que me traz ao blog!

Promessa: Não passar mais nenhum fim de semana sem margaritas.

Scoop

Como eu me divirto com o Woody Allen. Ao todo, assisti na minha vida quatro filmes dele: Melinda e Melinda, Match Point, Annie Hall e agora Scoop (na ordem em que eu assisti). Os dois da fase inglesa, um totalmente americano e um na transição.

Como adoro o tema modernidade, acabo classificando tudo e todos na sua visão de modernidade. Acho o Woody Allen extremamente moderno. Mostra pessoas modernas em situações modernas de maneira moderna. Sem o clichê da neurose, ele é nosso lado cosmopolita ao extremo. Em todos me senti representado.

Achei engraçado como uma das coisas mais lógicas que imagino, o suspense, foi tratado de uma maneira lógica, mas sendo dado por uma coisa totalmente absurda, como um contato mediúnico! Existe lógica no absurdo? Talvez não, mas de repente uma coisa absurda pode ser lógica!

Por fim, na irracionalidade, nos personagens não maniqueístas, com personagens bons em vícios ruins, a história se desenrolou, me divertiu, e salvou este domingo!

Promessa: Preciso rever Match Point!

domingo, abril 08, 2007

Marie Antoinette


Fato marcante desta Páscoa: fui assistir Maria Antonieta no cinema!


Claro que este fato não ocorreu em São José dos Campos, onde este filme não passou e não vai passar. Com certeza os joseenses nem saberão da existência deste filme.


Eu achei tão incrível a maneira com que foi contada a história, a linguagem video-clipe utilizada em cenas que eram típicas do século XVIII.


Talvez a história seja um pouco conservadora ao afirmar que as inconsequências da juventude podem levar a um caminho sem volta. Só para ser clichê é importante afirmar que também temos um pouco de Maria Antonieta, talvez a música dos 80, lembre isso a todo instante!


Pontos a destacar:


Ótimo feriado. Devidamente descansado e com a pele ótima!.


Um filme bom fica melhor com uma companhia boa e um cigarro depois da sessão


Estou cada vez mais caseiro. Será a idade?

quinta-feira, abril 05, 2007

Campinas! Aí vou eu!

Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu
Mes chagrins, mes plaisirs
Je n'ai plus besoin d'eux!

Balayés les amours
Et tous leurs trémolos
Balalyés pour toujours
Je repars à zéro!

Car ma vie, car mes joies
Aujourd'hui,
ça commence avec toi!

Eu realmente não me arrependo de nada!!!

Boa Páscoa!!!

segunda-feira, abril 02, 2007

E a Classe Operária vai ao Paraíso!


“Eu não trabalhava
Eu não sabia!
Que o homem criava
E também destruía!

Homem Primata!
Capitalismo Selvagem!”


Acabou mais uma overdose de trabalho!

Eu ando cada vez mais fascinado com a idéia do trabalho e do seu papel na sociedade. Talvez esteja me tornando um marxista convicto. Não tanto na idéia que o operário será a classe que porá fim a luta de classes construindo uma nova sociedade e acabando com o motor da história, mas acreditando piamente no papel do trabalho na formação do indivíduo e na sua capacidade de fazer-nos uma classe em si e para si.

Acho ainda a idéia de superação do capitalismo mais um desejo que uma tendência universal, ou melhor, talvez essa tendência universal tenha passado e os marxistas de plantão ainda não perceberam que levaram uma rasteira deste modus vivendi ocidental que opera em todos os níveis de nossa vida. Não é a toa que o Che vive em camisetas de pessoas que não sou o homem ideal, nascido da luta de classe.

Terminado esta loucura de trabalho, percebo como o trabalho pode sim moldar o indivíduo. Talvez assim como o sexo (aliás, essa percepção do sexo como um elemento não libertador, e sim como moldador da nossa vida em sociedade seja uma das discussões mais interessantes que já tive – valeu Mauricio! Ainda preciso ler Foucault!), o trabalho enraíza comportamentos, hierarquias, subserviência, mas também pode ser um elemento transformador, desde que seguido num ambiente não machista, de respeito, de respeito as individualidades.

Acho que depois desta jornada, comecei a olhar o trabalho de uma maneira muito peculiar. Espero que eu seja um elemento transformador do meu ambiente de trabalho e não simplesmente um moldado por ele. Embora seja uma postura não profissional, adoro observar o mise-en-scène dos meus diretores em busca do bem de todos e do seu bem próprio, e como seus subordinados os acompanham nos suas apresentações. Mas uma coisa que me tem chocado ultimamente, é como a possibilidade de um poder (que não é real, nem simbólico, e sim esperança), pode acabar com a solidariedade de classe. Como os peões de escritório têm esperança em ser gerente!

Amanhã é aniversário da cidade de Jacareí e é feriado. Talvez, se na fábrica, o paraíso da classe operária seja a greve; no escritório a classe operária vai ao paraíso quando chega um feriado, e aí todas as máscaras caem e todos criam uma nova realidade, as pessoas se percebem e todo mundo vai embora feliz e contente para suas casas.

Depois de três dias trabalhando mais que 12 horas dias (ainda bem que houve muitas lutas para uma jornada de 8 horas, caso contrário teria trabalho 16!), estou indo para minha casa gozar o feriado (oxalá bem gozado!!!)

Viva a cidade de Jacareí!

terça-feira, março 20, 2007

2011

O que será de mim em 2011??

Estive trabalhando no carnaval sobre um planejamento para o ano de 2012. Tive a maior certeza que se estiver fazendo este trabalho em 2012 mudo de profissão, pego meu FGTS (se ele ainda existir) e abro uma barraquinha de coco na praia!


No entanto, este ano de 2011 está se tornando cabalístico para mim. Talvez depois de dois anos aprendendo a planejar, comecei a planejar meus 30 anos. Então estabeleci aqui algumas metas:


- Ter um apartamento meu (pode ser financiado);

- Viver num apartamento tipo Casa Cláudia;

- Ter o mesmo peso que eu tenho hoje; mais, só se for músculos!

- Falar melhor o francês;

- Se o tempo me permitir, ter alguns fios de cabelo branco;

- Ir a ubatuba uma vez por mês;

- Não morar mais em São José dos Campos, gostaria de voltar pra Campinas;

- Férias todo ano! De preferência bem acompanhado, com consenso para marcar a data!

- Acampar de vez em quando;

- Poder escutar Charles Aznavour e não me identificar com as letras

- Estar bem acompanhado não só nas férias





Hier Encore

"Pai, afasta de mim este cálice!"....risos

sábado, março 10, 2007

Última etapa do inferno astral

Caramba!

Voltar este fim de semana está sendo tão diferente! Embora pareça o contrário, voltar pra casa não está sendo reacionário não, parece que eu estou perto de uma revolução. Será que é stress por causa do trabalho?


Roberto Carlos - O Portão

Eu cheguei em frente ao portão,
meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão,
eu voltei

Tudo estava igual como era antes,
quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei,
e voltei ...

Eu voltei,
agora pra ficar,
porque aqui,
aqui é o meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei,
eu voltei ...

Fui abrindo a porta devagar,
mas deixei a luz entrar primeiro
Todo meu passado iluminei,
e entrei ...

Meu retrato ainda na parede,
meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar por onde andei
e eu falei ...

Onde andei não deu para ficar,
porque aqui,
aqui é o meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei,
eu voltei ....

Sem saber depois de tanto tempo
se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
e parei

Quando vi que dois braços abertos,
me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
e chorei ....

Eu voltei,
agora pra ficar
porque aqui,
aqui é o meu lugar

quinta-feira, março 08, 2007

Carnaval, Cinzas, Projeto 2011

Todo Carnaval tem fim?

Este carnaval descobri o Carnaval. Pela primeira vez precisei de um momento para extravasar que coincidiu com o Carnaval e aí eu descobri a festa. Foi preciso trabalhar para descobrir o ócio!

E aí que eu tive a maior surpresa! Meu Carnaval não acabou! Ainda estou vivendo as coisas do Carnaval. Só espero que Cinzas não venha logo, ou que quando vier, venha de maneira não traumática.

O melhor que estou vivendo o Carnaval sem aquela histeria toda, agora o Carnaval já está se enraizando, e está ótimo!

Viva o Carnaval!

Projeto Renato 2011

Novas fronteiras do projeto:

- Coca-light no almoço;
- Chá verde no café-da-manhã;
- Saladas (descobri que se vendem saladas lavadas e prontas no Villa Real) no jantar.

Passos a serem implantados:

- Controle das finanças para viver o carnaval eternamente!
- Exercícios
- Fazer o dever de Francês

Inferno Astral


Está acabando meu inferno astral. Dia 12/03 farei 26 anos e começará meu ano solar. Caramba, este inferno astral foi tão inferno astral em alguns pontos, mas em compensação em outros...

Estou feliz e continuo achando que os anos ímpares são ótimos!

Dia Internacional das Mulheres

Parabéns às mulheres!

Eu adoro esta data, acho que ela é tão simbólica que tem que ser comemorada. Ainda mais que esta data nasceu da luta da mulher no trabalho, e agora que eu trabalho vejo o quanto a mulher ainda tem o que conquistar. O mundo do trabalho é machista, masculino, impede a realização da mulher como mulher, obriga a uma masculinização, a uma padronização que fere as diferenças de gênero.

Então que as mulheres conquistem neste dia o direito de dispor do seu corpo como bem entender; de ser mulher, feminina e mesmo assim ser valorizada no mercado de trabalho; que consigam igualdade nos serviços domésticos e que vençam o machismo das próprias mulheres.

Por fim, achei o máximo o pronunciamento da ministra Nilcéia Freire, até que enfim uma atitude de esquerda neste governo conservador!

domingo, fevereiro 18, 2007

Nuvem Passageira

Brega, pero no mucho!

Estava fuçando na Rádio UOL atrás de um versão da Perla para a música Fernando, tudo motivado pelo nascimento de meu sobrinho, que está deixando todo mundo ansioso, eis que escuto uma música que achei interessantíssima.

Acho que representa bem um espírito dos 70, e um espírito que eu estou buscando...


Nuvem Passageira

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada num divã

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar em dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Reflexão!

Santo anjo do Senhor
Meu zeloso guardador
Se a ti me confiou a piedade divina
sempre me rege, guarde, governe e ilumina.


Esse mês de fevereiro está sendo uó (exceto as praias e quem eu encontro nelas).

Será o infeno astral?

domingo, fevereiro 04, 2007

Ubatuba, terra que só cheira amor!

Caramba, que fim de semana legal.

Não me conformo de morar em São José dos Campos há quase 1 ano e meio e nunca ter ido a Ubatuba! Como eu gostei deste lugar, cada praia, águas muito claras. Gostei tanto quanto Pernambuco!

Tomei sol, nadei, bebi caipirinha, beijei na boca na praia com direito a lua cheia, andei, conversei, dei muita risada. Tirei o mau olhado. Voltei pra São José dos Campos pronto para uma semana que promete ser do cão!

Estou com uma vontade de ir pra lá semana que vem! (se me convidarem...rs)

Música do Final de Semana

Vitiligo
Bonde do Role

Fui no butecão
pra tomar uma caipirinha
Espremeu limão errado,
manchou toda minha pelinha

As viadas tudo loca
Já criaram confusão
Perguntaram é vitiligo
Eu disse é mancha de limão

Vai vai vai vitiligo (4x)
Parece vitiligo mas é mancha de limão

Bem, isso já deve ter aparecido no blog do korn a muito tempo, mas só agora eu descobri!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

As Invasões Bárbaras

Não existe almoço grátis?

Depois de muito tempo onde todo mundo falava deste filme e aproveitando uma noite de tédio, resolvi assistir ao famoso Invasões Bárbaras.

Confesso que adorei o filme. Achei comovente, não dá pra não se encantar com o personagem principal, suas aventuras e sua postura diante da morte. Seus amigos recontam um tempo que não vivi e que queria viver; fantástico o conflito geracional às avessas. Como conseguimos abandonar uma postura de modernidade com que os jovens da década de 60 moveram mundo? Acho que o filme demonstra isso muito bem.

Essa sensação que percebo generalizada nas pessoas da minha idade talvez conduza minha geração a um novo Romantismo, enquanto os primeiros buscavam as origens, Napoleão, o refúgio no sentimento; minha geração caminha para a busca destes antepassados libertários ou para um carolismo crescente. Não é à toa que nas vésperas da parada gay de 2006 houve uma marcha para Jesus, igualmente multitudinária, igualmente composta de jovens.

Agora é triste a sensação que o filme me passou. Essa história de uma outra utopia possível só pode ser bancada e vivida, apoiada no que ela mesma nega. Somente o yuppie pode permitir ao velho esquerdista viver suas lembranças, somente o privado pode permitir um ideal público. O mercado e o dinheiro que permite aos esquerdistas do passado, utópicos, libertários, libertadores, reviverem seus sonhos e condenarem o próprio mercado!

Triste padrão ético mostrado no filme, o dinheiro vale muito mais que a utopia. O mesmo personagem que defende a estatização dos hospitais aproveita-se das benesses do capital.

Aliás, o Canadá nunca pareceu tão próximo como neste filme.

A propósito

Serra retém verbas da universidade paulistas

http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u19318.shtml

Fato notável, deu um tiro numa experiência fantástica (limitada para alguns, inovadora para as outras universidades) de autonomia universitária. Serra superou sua base, e conseguiu acabar com um avanço que nasceu do quercismo, superou Quércia na sua origem.

Sem conotação de valor

Quércia deixou duas experiências fantásticas, a vinculação de impostos à universidade pública, garantindo a autonomia (com pouca verba, mas garantindo o repasse automático) e a vinculação de impostos a CDHU que permitiu criar um novo sistema de habitação de baixa renda.