sexta-feira, abril 27, 2007

Mas tem lugar para estacionar?

Uma onda de intolerância tomou conta de mim!!!

Não existe pergunta que me desperte mais ódio do que "mas tem lugar para estacionar?". Essa pergunta expressa toda a mediocridade que pode existir numa pessoa.

Pensemos desta maneira, se eu te convido para ir a algum lugar; você me questiona se há lugar para estacionar; eu respondo que não. Não ter lugar para estacionar o impede de ir a este lugar?

Se para você a resposta é sim, acredito que o carro lhe dominou! Na verdade o carro é o meio que leva você aos lugares e não o fim em si mesmo. Se eu realmente quiser ir a algum lugar, não será o estacionamento que me impedirá.

Ontem fui conhecer o novo barzinho da juventude dourada joseense, o Eivissa (adorei saber que é Ibiza em uma língua qualquer, me disseram basco, mas aposto que deve ser valenciano, catalão ou outra qualquer). Durante toda a semana, a pergunta que mais escutei foi o famoso "mas tem lugar para estacionar?". Considerando que o lugar fica numa avenida famosa da cidade (Av. Adhemar de Barros), num bairro rico e comercial (Vila Adyana), a pergunta se torna tão tosca que não sei como as pessoas tinham coragem de perguntar! Meu Deus, estacione na rua! Vão a pé, se estão com medo de que lhes roubem o carro! Sem contar que num bar caro como aquele, é impossível não ter serviço de vallet! Enfim, as cocotas e os rapagões deixaram seus carrões no serviço de vallet e puderam se descontrair no bar.

O pé rapado foi a pé! (Sou vizinho, pago pouco e moro bem!)

Enfim, o Eivissa!

Adorei o lugar. Adorei as companhias (contraditório, mas sou eu este ser contraditório!). Bebi um pouco demais. Dancei muito. Acho que é um dos ambientes mais interessantes que conheci em SJC, bem decorado, leve, um quê de sofisticado. Gostei!
Uma cidade industrial

Depois de todo esse stress a respeito do lugar para estacionar, lembrei-me da definição dos joseenses por novo amigo Ricardo. "É um povo cujo maior objetivo é comprar um carro!".

segunda-feira, abril 23, 2007

Segunda-feira INXS


Segunda-feira diferente!

Devido a muitas horas trabalhadas, umas férias não programadas e minha nova função de key-user do SAP, folguei esta segunda.

Sendo assim, segunda-feira de sol; calor bom, temperaturas agradáveis com tendências a esquentar, esfriar, esquentar; restituição do imposto de renda; transformei a segunda num sábado fantástico!



Achei a trilha sonora perfeita para esta segunda: INXS!

Não que houve excessos, mas como a música caiu bem para as coisas que fiz!


INXS - Never Tear Us Apart

Don't ask me
What you know is true
Don't have to tell you
I love your precious heart

I
I was standing
You were there
Two worlds collided
And they could never tear us apart

We could live
For a thousand years
But if I hurt you
I'd make wine from your tears

I told you
That we could fly
'Cause we all have wings
But some of us don't know why

I
I was standing
You were there
Two worlds collided
And they could never ever tear us apart



segunda-feira, abril 16, 2007



Ócio, Tédio, Programa Sílvio Santos e Woody Allen

Uma viagem me fez ficar em São José dos Campos este final de semana.

Espero toda semana pelo final de semana. Pelo ócio, o ócio criativo, o ócio que me faria sentir novamente no mundo dos pensantes, onde leria mais, ouviria mais, escreveria mais, conversaria com outras pessoas as quais não tenho acesso durante a semana. O fim de semana tranqüilo seria a solução para voltar à elite, aos meus amigos, meus anos dourados da faculdade. Poderia ligar para a Luísa, conversar com o Érico, de repente tomar umas margaritas (minha nova paixão). Combinar com meu irmão a viagem a Brasília. Enfim, por a vida em ordem.

Eis que o ócio se torna preguiça, e como conseqüência vem o Tédio!

Como é incrível a inércia que me move! Acabei passando o final de semana inteiro na Internet, ora acompanhando o Thiago enquanto ele trabalhava, ora procurando na Internet o que eu poderia fazer para vencer o tédio. Acabei lavando, passando, esfregando, cozinhando e pensando. Não li, não escrevi, não liguei (por sorte Luísa me ligou) e a vida passou.

O final de semana em que poria minha leitura em dia teve seu ápice no Programa Sílvio Santos, talvez o oposto do que eu julgava ser, a maior prova que o meio está em mim, ou talvez a lembrança ancestral que Jundiaí ainda está em mim. Como vicia, como prende, como dá esperança. Se não fosse Luísa ter me salvo, com certeza estaria atrás do meu carnê do Baú.

Acho que Luísa me salvou tanto, que depois do telefonema, criei coragem, tomei um banho, me barbeei e fui ao cinema, Woody Allen me distraiu até o tão esperado telefonema de domingo à noite, e o fim de semana acabou, já li a Veja e o sono demorado de manhã acabou me trazendo a insônia que me traz ao blog!

Promessa: Não passar mais nenhum fim de semana sem margaritas.

Scoop

Como eu me divirto com o Woody Allen. Ao todo, assisti na minha vida quatro filmes dele: Melinda e Melinda, Match Point, Annie Hall e agora Scoop (na ordem em que eu assisti). Os dois da fase inglesa, um totalmente americano e um na transição.

Como adoro o tema modernidade, acabo classificando tudo e todos na sua visão de modernidade. Acho o Woody Allen extremamente moderno. Mostra pessoas modernas em situações modernas de maneira moderna. Sem o clichê da neurose, ele é nosso lado cosmopolita ao extremo. Em todos me senti representado.

Achei engraçado como uma das coisas mais lógicas que imagino, o suspense, foi tratado de uma maneira lógica, mas sendo dado por uma coisa totalmente absurda, como um contato mediúnico! Existe lógica no absurdo? Talvez não, mas de repente uma coisa absurda pode ser lógica!

Por fim, na irracionalidade, nos personagens não maniqueístas, com personagens bons em vícios ruins, a história se desenrolou, me divertiu, e salvou este domingo!

Promessa: Preciso rever Match Point!

domingo, abril 08, 2007

Marie Antoinette


Fato marcante desta Páscoa: fui assistir Maria Antonieta no cinema!


Claro que este fato não ocorreu em São José dos Campos, onde este filme não passou e não vai passar. Com certeza os joseenses nem saberão da existência deste filme.


Eu achei tão incrível a maneira com que foi contada a história, a linguagem video-clipe utilizada em cenas que eram típicas do século XVIII.


Talvez a história seja um pouco conservadora ao afirmar que as inconsequências da juventude podem levar a um caminho sem volta. Só para ser clichê é importante afirmar que também temos um pouco de Maria Antonieta, talvez a música dos 80, lembre isso a todo instante!


Pontos a destacar:


Ótimo feriado. Devidamente descansado e com a pele ótima!.


Um filme bom fica melhor com uma companhia boa e um cigarro depois da sessão


Estou cada vez mais caseiro. Será a idade?

quinta-feira, abril 05, 2007

Campinas! Aí vou eu!

Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu
Mes chagrins, mes plaisirs
Je n'ai plus besoin d'eux!

Balayés les amours
Et tous leurs trémolos
Balalyés pour toujours
Je repars à zéro!

Car ma vie, car mes joies
Aujourd'hui,
ça commence avec toi!

Eu realmente não me arrependo de nada!!!

Boa Páscoa!!!

segunda-feira, abril 02, 2007

E a Classe Operária vai ao Paraíso!


“Eu não trabalhava
Eu não sabia!
Que o homem criava
E também destruía!

Homem Primata!
Capitalismo Selvagem!”


Acabou mais uma overdose de trabalho!

Eu ando cada vez mais fascinado com a idéia do trabalho e do seu papel na sociedade. Talvez esteja me tornando um marxista convicto. Não tanto na idéia que o operário será a classe que porá fim a luta de classes construindo uma nova sociedade e acabando com o motor da história, mas acreditando piamente no papel do trabalho na formação do indivíduo e na sua capacidade de fazer-nos uma classe em si e para si.

Acho ainda a idéia de superação do capitalismo mais um desejo que uma tendência universal, ou melhor, talvez essa tendência universal tenha passado e os marxistas de plantão ainda não perceberam que levaram uma rasteira deste modus vivendi ocidental que opera em todos os níveis de nossa vida. Não é a toa que o Che vive em camisetas de pessoas que não sou o homem ideal, nascido da luta de classe.

Terminado esta loucura de trabalho, percebo como o trabalho pode sim moldar o indivíduo. Talvez assim como o sexo (aliás, essa percepção do sexo como um elemento não libertador, e sim como moldador da nossa vida em sociedade seja uma das discussões mais interessantes que já tive – valeu Mauricio! Ainda preciso ler Foucault!), o trabalho enraíza comportamentos, hierarquias, subserviência, mas também pode ser um elemento transformador, desde que seguido num ambiente não machista, de respeito, de respeito as individualidades.

Acho que depois desta jornada, comecei a olhar o trabalho de uma maneira muito peculiar. Espero que eu seja um elemento transformador do meu ambiente de trabalho e não simplesmente um moldado por ele. Embora seja uma postura não profissional, adoro observar o mise-en-scène dos meus diretores em busca do bem de todos e do seu bem próprio, e como seus subordinados os acompanham nos suas apresentações. Mas uma coisa que me tem chocado ultimamente, é como a possibilidade de um poder (que não é real, nem simbólico, e sim esperança), pode acabar com a solidariedade de classe. Como os peões de escritório têm esperança em ser gerente!

Amanhã é aniversário da cidade de Jacareí e é feriado. Talvez, se na fábrica, o paraíso da classe operária seja a greve; no escritório a classe operária vai ao paraíso quando chega um feriado, e aí todas as máscaras caem e todos criam uma nova realidade, as pessoas se percebem e todo mundo vai embora feliz e contente para suas casas.

Depois de três dias trabalhando mais que 12 horas dias (ainda bem que houve muitas lutas para uma jornada de 8 horas, caso contrário teria trabalho 16!), estou indo para minha casa gozar o feriado (oxalá bem gozado!!!)

Viva a cidade de Jacareí!

terça-feira, março 20, 2007

2011

O que será de mim em 2011??

Estive trabalhando no carnaval sobre um planejamento para o ano de 2012. Tive a maior certeza que se estiver fazendo este trabalho em 2012 mudo de profissão, pego meu FGTS (se ele ainda existir) e abro uma barraquinha de coco na praia!


No entanto, este ano de 2011 está se tornando cabalístico para mim. Talvez depois de dois anos aprendendo a planejar, comecei a planejar meus 30 anos. Então estabeleci aqui algumas metas:


- Ter um apartamento meu (pode ser financiado);

- Viver num apartamento tipo Casa Cláudia;

- Ter o mesmo peso que eu tenho hoje; mais, só se for músculos!

- Falar melhor o francês;

- Se o tempo me permitir, ter alguns fios de cabelo branco;

- Ir a ubatuba uma vez por mês;

- Não morar mais em São José dos Campos, gostaria de voltar pra Campinas;

- Férias todo ano! De preferência bem acompanhado, com consenso para marcar a data!

- Acampar de vez em quando;

- Poder escutar Charles Aznavour e não me identificar com as letras

- Estar bem acompanhado não só nas férias





Hier Encore

"Pai, afasta de mim este cálice!"....risos

sábado, março 10, 2007

Última etapa do inferno astral

Caramba!

Voltar este fim de semana está sendo tão diferente! Embora pareça o contrário, voltar pra casa não está sendo reacionário não, parece que eu estou perto de uma revolução. Será que é stress por causa do trabalho?


Roberto Carlos - O Portão

Eu cheguei em frente ao portão,
meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão,
eu voltei

Tudo estava igual como era antes,
quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei,
e voltei ...

Eu voltei,
agora pra ficar,
porque aqui,
aqui é o meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei,
eu voltei ...

Fui abrindo a porta devagar,
mas deixei a luz entrar primeiro
Todo meu passado iluminei,
e entrei ...

Meu retrato ainda na parede,
meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar por onde andei
e eu falei ...

Onde andei não deu para ficar,
porque aqui,
aqui é o meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei,
eu voltei ....

Sem saber depois de tanto tempo
se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
e parei

Quando vi que dois braços abertos,
me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
e chorei ....

Eu voltei,
agora pra ficar
porque aqui,
aqui é o meu lugar

quinta-feira, março 08, 2007

Carnaval, Cinzas, Projeto 2011

Todo Carnaval tem fim?

Este carnaval descobri o Carnaval. Pela primeira vez precisei de um momento para extravasar que coincidiu com o Carnaval e aí eu descobri a festa. Foi preciso trabalhar para descobrir o ócio!

E aí que eu tive a maior surpresa! Meu Carnaval não acabou! Ainda estou vivendo as coisas do Carnaval. Só espero que Cinzas não venha logo, ou que quando vier, venha de maneira não traumática.

O melhor que estou vivendo o Carnaval sem aquela histeria toda, agora o Carnaval já está se enraizando, e está ótimo!

Viva o Carnaval!

Projeto Renato 2011

Novas fronteiras do projeto:

- Coca-light no almoço;
- Chá verde no café-da-manhã;
- Saladas (descobri que se vendem saladas lavadas e prontas no Villa Real) no jantar.

Passos a serem implantados:

- Controle das finanças para viver o carnaval eternamente!
- Exercícios
- Fazer o dever de Francês

Inferno Astral


Está acabando meu inferno astral. Dia 12/03 farei 26 anos e começará meu ano solar. Caramba, este inferno astral foi tão inferno astral em alguns pontos, mas em compensação em outros...

Estou feliz e continuo achando que os anos ímpares são ótimos!

Dia Internacional das Mulheres

Parabéns às mulheres!

Eu adoro esta data, acho que ela é tão simbólica que tem que ser comemorada. Ainda mais que esta data nasceu da luta da mulher no trabalho, e agora que eu trabalho vejo o quanto a mulher ainda tem o que conquistar. O mundo do trabalho é machista, masculino, impede a realização da mulher como mulher, obriga a uma masculinização, a uma padronização que fere as diferenças de gênero.

Então que as mulheres conquistem neste dia o direito de dispor do seu corpo como bem entender; de ser mulher, feminina e mesmo assim ser valorizada no mercado de trabalho; que consigam igualdade nos serviços domésticos e que vençam o machismo das próprias mulheres.

Por fim, achei o máximo o pronunciamento da ministra Nilcéia Freire, até que enfim uma atitude de esquerda neste governo conservador!

domingo, fevereiro 18, 2007

Nuvem Passageira

Brega, pero no mucho!

Estava fuçando na Rádio UOL atrás de um versão da Perla para a música Fernando, tudo motivado pelo nascimento de meu sobrinho, que está deixando todo mundo ansioso, eis que escuto uma música que achei interessantíssima.

Acho que representa bem um espírito dos 70, e um espírito que eu estou buscando...


Nuvem Passageira

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada num divã

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar em dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Reflexão!

Santo anjo do Senhor
Meu zeloso guardador
Se a ti me confiou a piedade divina
sempre me rege, guarde, governe e ilumina.


Esse mês de fevereiro está sendo uó (exceto as praias e quem eu encontro nelas).

Será o infeno astral?

domingo, fevereiro 04, 2007

Ubatuba, terra que só cheira amor!

Caramba, que fim de semana legal.

Não me conformo de morar em São José dos Campos há quase 1 ano e meio e nunca ter ido a Ubatuba! Como eu gostei deste lugar, cada praia, águas muito claras. Gostei tanto quanto Pernambuco!

Tomei sol, nadei, bebi caipirinha, beijei na boca na praia com direito a lua cheia, andei, conversei, dei muita risada. Tirei o mau olhado. Voltei pra São José dos Campos pronto para uma semana que promete ser do cão!

Estou com uma vontade de ir pra lá semana que vem! (se me convidarem...rs)

Música do Final de Semana

Vitiligo
Bonde do Role

Fui no butecão
pra tomar uma caipirinha
Espremeu limão errado,
manchou toda minha pelinha

As viadas tudo loca
Já criaram confusão
Perguntaram é vitiligo
Eu disse é mancha de limão

Vai vai vai vitiligo (4x)
Parece vitiligo mas é mancha de limão

Bem, isso já deve ter aparecido no blog do korn a muito tempo, mas só agora eu descobri!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

As Invasões Bárbaras

Não existe almoço grátis?

Depois de muito tempo onde todo mundo falava deste filme e aproveitando uma noite de tédio, resolvi assistir ao famoso Invasões Bárbaras.

Confesso que adorei o filme. Achei comovente, não dá pra não se encantar com o personagem principal, suas aventuras e sua postura diante da morte. Seus amigos recontam um tempo que não vivi e que queria viver; fantástico o conflito geracional às avessas. Como conseguimos abandonar uma postura de modernidade com que os jovens da década de 60 moveram mundo? Acho que o filme demonstra isso muito bem.

Essa sensação que percebo generalizada nas pessoas da minha idade talvez conduza minha geração a um novo Romantismo, enquanto os primeiros buscavam as origens, Napoleão, o refúgio no sentimento; minha geração caminha para a busca destes antepassados libertários ou para um carolismo crescente. Não é à toa que nas vésperas da parada gay de 2006 houve uma marcha para Jesus, igualmente multitudinária, igualmente composta de jovens.

Agora é triste a sensação que o filme me passou. Essa história de uma outra utopia possível só pode ser bancada e vivida, apoiada no que ela mesma nega. Somente o yuppie pode permitir ao velho esquerdista viver suas lembranças, somente o privado pode permitir um ideal público. O mercado e o dinheiro que permite aos esquerdistas do passado, utópicos, libertários, libertadores, reviverem seus sonhos e condenarem o próprio mercado!

Triste padrão ético mostrado no filme, o dinheiro vale muito mais que a utopia. O mesmo personagem que defende a estatização dos hospitais aproveita-se das benesses do capital.

Aliás, o Canadá nunca pareceu tão próximo como neste filme.

A propósito

Serra retém verbas da universidade paulistas

http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u19318.shtml

Fato notável, deu um tiro numa experiência fantástica (limitada para alguns, inovadora para as outras universidades) de autonomia universitária. Serra superou sua base, e conseguiu acabar com um avanço que nasceu do quercismo, superou Quércia na sua origem.

Sem conotação de valor

Quércia deixou duas experiências fantásticas, a vinculação de impostos à universidade pública, garantindo a autonomia (com pouca verba, mas garantindo o repasse automático) e a vinculação de impostos a CDHU que permitiu criar um novo sistema de habitação de baixa renda.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Uma canção por livre associação!

Sinhá Moça
(Vitor Martins/Guarabyra/Marcelo Barbosa/Bozzo Barretti)
Leonardo

Tão meiga que nem parece nascida nesse lugar
Anjo que tece as manhãs antes de clarear
Tem a força capaz de acalmar, de dar paz
De dar esperança e alento à todos os Ais

Sinhá Moça
Guia do seu próprio coração
Guardiã do sonho e da razão
É uma mulher
Sabe o que quer

Sinhá moça
Nada nada nada faz mudar
Seu jeito de ser e de viver
Sinhá moça minha guia
Minha estrela noite e dia

Lalalalalalalala

Sinhá Moça...

domingo, janeiro 28, 2007

Uh-hu Mogi-Guaçu!

Praticamente a Surrealidade!

Este sábado, aproveitando minha ida a Jundiaí, fui para Campinas para me divertir, a proximidade do dia 30 abriu esta janela de oportunidades e eu não desperdicei! Bem, estivemos no limite da surrealidade.

Voltei num dos lugares que eu mais gosto em Campinas, o City bar. Eu realmente quero voltar a morar numa cidade onde exista um city bar, onde no caminho da minha casa exista um bar na rua, com bêbados normais a bêbados alternativos, onde ainda impere o copo americano! Acho incrível que São José dos Campos, formada do mesmo barro, do café, da indústria de tecnologia, não conseguiu criar um espaço amigável onde a cidade se encontre democraticamente. Acho esta cidade o máximo da petit bourgeoisie, a cidade do trabalho, que dorme cedo, da diferença entre as regiões da cidade. Enfim...

Depois da hora da fila, fomos para a buatch mais popular que existe. Fazia muito tempo que eu não dava tanta risada. Acho que eu me dou super bem no meio do povo! Estava lendo que isso é uma característica do meu signo, e também é bom estar num lugar onde tudo pode acontecer.
Aí, neste ambiente propício, formou-se um trio que pode vir a explorar novos recantos deste mundo! Algumas sminorff ice (ok, ok, não tinha bebidas muito sofisticadas...), voltei pra Jundiaí com a sensação de dever cumprido e um pouco melhor com todo esse sacrifício fiscal que tenho feito para controlar minhas contas e afastar o vermelho da minha vida...

Carnaval tem mais!!!!

P.S.

1. Post totalmente inspirado em Korn que teve um final de semana muito mais chic que o meu.

2. O título: grande inspiração de Carlinha sobre a muvuca, uma adaptação do grito de guerra big-brotherniano de Fani para a Região Metropolitana de Campinas. Uh-hu Mogi-Guaçu!

terça-feira, janeiro 23, 2007

Momento Funk

Achei engraçado, valeu Rodrigo...rs

domingo, janeiro 21, 2007

Ser ou não ser vegetariano!

A questão dos argumentos
Eu não sou adpeto de maneira alguma do vegetarianismo, fui criado com hábitos alimentares carnívoros, gosto de comer carne e não pretendo rever isso. Embora seja sensível à vários argumentos como o de que a indústria da carne seja uma grande devastadora das matas tropicais, ou que os animais foram expostos a tortura e maus tratos; não pretendo me tornar vegetariano. Gosto e ponto. Posso sim tentar comer carne de uma maneira mais saudável, mas não penso em como uma pecuária não-extensiva pudesse dar conta de alimentar uma população gigante como a nossa.
Agora hoje eu consegui ler o argumento mais imbecil contra comer carne. Pode até não ser, mas é o cúmulo da inocência fazer com que o meu hábito ancestral seja o culpado do aquecimento global. Pode até ser, mas ainda não me convenci!
Abaixo o artigo:
Ah, o fantástico tá mostrando isso. O pum da vaca polui mais que o setor de transporte...

O Ilusionista

Sábado no cinema!

O Filme

Fazia muito tempo que não saia do cinema tão impressionado com um filme. Adoro filmes que tratam, ou que mostram, a tênue linha entre realidade e imaginação, e um filme de mágica não poderia ficar longe desta linha. O incrível é a total dúvida com que saí do filme, não sobre discussões sobre a realidade e a fantasia como em Vanilla Sky, Matrix ou Clube da Luta, mas sobre o que é real ou não no filme.

Coloquei fantasia ao invés de ilusão porque me lembrei de uma aula onde se falou que a fantasia está intimamente ligada com a visão, e o filme realça a visão, pena que meu inglês é péssimo e me torna dependente das legendas e não podia simplesmente ficar olhando. O filme prende, houve momentos que abstraí completamente para ficar olhando o ilusionista.

Achei o filme equilibrado, ficção, um quebra-cabeça fantástico, uma história de amor romântico, um ator bom, seqüências intrigantes.

Se as impressões do inspetor de polícia estiverem certas, temos um Romeu e Julieta que deu certo, ou não, na verdade não há certeza alguma da história.

Fiquei com uma idéia que a visão é o sentido mais fácil de ser enganado, não é a toa que todas as palavras da dúvida tem a ver com a visão, impressão, fantasia, ilusão.

Gostei do filme!

O Programa

Todos os trailers que vi me fizeram querer voltar ao cinema, acho que estava inspirado a ir ao cinema hoje.

O primeiro foi Antonia (que vontade de por um acento circunflexo!). Não assisti na tv e estou muito a fim de ver.

Mas o que me intrigou nos trailers foi The Last Kiss, pelo que dizia no trailer é igual a um filme italiano que assisti, L’ultimo baccio. Acredito que seja a mesma história. Quando vi este filme adiantei minha crise dos 30 anos em 5 anos, o filme italiano tem um charme, uma sutileza, espero que o americano também o tenha.

Agora convenhamos, escutar as pessoas comendo o tempo todo no cinema é péssimo! E como comem!

Coca Light

Hoje foi o dia da minha primeira coca light, mas um passo na minha luta para chegar aos 30 anos bonitão e estável financeiramente. Depois de correr no Parque Santos Dumont, quando fui pedir o refrigerante, não titubeei. Como é ruim! Ainda sinto o gosto do adoçante na minha boca. Será que é costume??

sábado, janeiro 20, 2007

Escutando coisas novas


Aracy de Almeida

Caramba, é impressionante que até semana passada Aracy de Almeida para mim era uma jurada jurássica do Sílvio Santos.

Depois de ler uma reportagem onde falava que ela era a maior intérprete das músicas dele, por curiosidade, busquei músicas dela na rádio uol. Fiquei fascinado com o deboche, com os assuntos. As músicas são muito inteligentes e a interpretação dela tem um ar diferente, não tem tanta formalidade das músicas antigas.

Acabei comprando um CD, que se chama, Ao vivo e a vontade, foi gravado em 1980. Na verdade, foi um show onde ela fala coisas incríveis entre as canções, sendo o ponto alto a descrição que ela dá para sapatão! Imagine, em 1980 uma senhora fala sobre lesbianismo enquanto em 1996 uma sapata choca ao falar que é bi! O CD chegou ontem, e ontem eu o escutei por 4 vezes!

Infelizmente minha falta de grana me impede de comprar outros cds...

O orvalho vem caindo
(Noel Rosa/Kid Pepe)

O orvalho vem caindo
Vai molhar o meu chapéu
E também vão sumindo
As estrelas lá do céu
Tenho andado tão mal
Minha cama é uma
Folha de jornal

Meu cortinado é o vasto céu anil
E o meu despertador é o guarda civil
(Que o salário ainda não viu!)
(Vai pra ponte que partiu!- Versão Aracy de Almeida)

A minha sopa não tem osso nem tem sal
Se um dia eu passo bem, dois ou três passo mal
(Isto é muito natural!)