quarta-feira, maio 28, 2008
Gardel - Volver
que a todo destruye
haya matado
mi vieja ilusión
Guardo escondida
una esperanza humilde
que es toda la fortuna
de mi corazón"
Libertador San Martín!
Hoje andando pela Avenida Duque de Caxias, tive a impressão de ver San Martín em plena Praça Princesa Isabel. Não era San Martín, mas que a imagem é semelhante é. Aumentou ainda mais minha vontade de morar nos Campos Elíseos, esse nome tão charmoso que dá nome para um bairro nem tanto charmoso. Mas onde mais em São Paulo eu posso me lembrar de Buenos Aires??
Foi grande a comoção. Quis até almoçar uma milanesa para relembrar meus tempos anclao em Buenos Aires, mas só consegui achar feijoada. Nem tudo é perfeito nesta Buenos Aires imaginária.
sábado, maio 24, 2008
A chuva, a paisagem e a oficina.
terça-feira, maio 20, 2008
Ainda assim Católico?

Dentre as pessoas que converso, me vejo (pelo menos eu acho que os outros também me vêem assim) como um defensor radical do Estado laico. Sou contra o véu, o quipá, a cruz em lugares públicos. Sou contra procissões, feriados santos e marchas pra Jesus. Ainda acho que somente o Estado laico pode trazer a liberdade religiosa plena. Gostaria de ver uma ação afirmativa para ateus e agnósticos, nosso mundo não os entende muito bem, e devemos garantir o direito deles serem ateus e agnósticos, tal qual o direito de ser católico. Sou favorável ao aborto, ao casamento gay e não suporto que alguém utilize argumentos religiosos nestas discussões.
Quando entrei na CPTM encontrei uma nova causa para lutar, o combate aos vagões crentes. Para mim, os pregadores nos trens são criminosos, acho que todo o proselitismo, exceto o proselitismo do Estado laico, que inclui a todos e não discrimina ninguém, deveria ser crime.
Escrevi tudo isso acima para chegar a conclusão contraditória que ainda me considero um católico, católico não-praticante, porque já deve fazer mais de 3 anos que não comungo, que não confesso, que não vou à missa. E passado todo esse tempo, não consegui nem me tornar um ateu, nem tampouco acreditar em outras doutrinas. Não consigo conceber a idéia de reencarnação, para mim não faz sentido algum, acho até um pouco covarde a idéia. Não consigo acreditar em teologia da prosperidade (muito embora um pouco de prosperidade aumentasse minha fé). Não vejo graça nenhuma no Budismo, talvez por não ser uma maneira muito ocidental de crer.
Ok, considero-me católico e faço sexo, uso camisinha, tenho os meus pecados e de muitos deles não me arrependo. Embora contraditório, ainda acho que o catolicismo tem respostas para o mundo moderno, mesmo sendo ortodoxas. Não podemos esquecer que toda essa noção de individualidade que existe hoje vem da Igreja. A Igreja defende a individualidade, o perdão, a caridade, o amor e a fé e tudo isso é necessário para o mundo moderno. Necessário, mas não suficiente, existe sempre esse combate ao corpo que está arraigado em nós, e existe a necessidade de sublimação do sexo, que a Igreja combate em algumas formas, mas que pode ser feita de maneira a manter a individualidade, o perdão, a caridade, o amor e a fé; a utilização sadia do corpo (o corpo como templo) também é objeto da Igreja. Tenho uma fé incrível, fé que as coisas vão dar certo, e que esse dar certo tem um elemento sobrenatural. Em todos os meus pensamentos sobre morte, não consigo me afastar do Credo (... donde há de vir a julgar os vivos e os mortos, creio em Deus, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na vida eterna...)
Não me vejo um católico praticante. Defendo o mundo; mas acho bonita a visão do mundo dos católicos. Não é fácil ser católico, requer sacrifício. E no atual estado não é uma igreja proselitista, e sim uma igreja em busca da sua identidade.
quinta-feira, maio 08, 2008
É hora de Quércia!

E também para você!
Vote Quércia!
Vote Quércia!
PMDB
Durante a semana passada inteira visitei lugares que nunca imaginei que iria conhecer na minha vida, visitei Itapevi, Carapicuíba, Osasco, na outra ponta, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Suzano, enfim, visitei toda a linha da CPTM. Passei por lugares onde dificilmente se chega sem o trem, cidades dormitórios, cidades esquecidas. Em muitos destes lugares, você não sente presença alguma do Estado. São áreas de ocupação, antigas e novas, onde os únicos símbolos do estado são os prédios da COHAB (não eram do tempo em que se chamava CDHU), as estações de trem, em muitas estações as escolas e em algumas cidades os hospitais regionais.
Voltei desta visita com uma certeza absoluta que o governador Orestes Quércia merece uma cadeira no Senado pelo Estado de São Paulo. Por mais que se tentou (e se conseguiu) desconstruir Quércia, é inegável que em todos esses lugares, a única presença do Estado foi feita no governo dele. Não podemos também desconsiderar sua eleição histórica em 1974, que foi marco do início do processo de democratização no país. Estava olhando o histórico de atividade parlamentar durante seu mandato de Senador, e percebe-se que todos seus pronunciamentos se centraram em temas econômicos do estado de São Paulo, mas também reforçando a tese da municipalização, sem contar com projetos para o restabelecimento da vida democrática.
A própria eleição de 1986, veio ressaltar esse caráter plural e democrático (embora se acuse de ter concentrado o poder dos diretórios do PMDB, o qual mantém sob seu comando até hoje). No entanto, foi um governo que teve nos seus quadros um dos economistas mais brilhantes que já ouvi falar, como Luiz Gonzaga Belluzo, sem contar no apoio (não consegui levantar os secretários de Quércia) de Aloísio Nunes Ferreira, Alberto Goldman, Almino Afonso, Fernando Morais. O governo Quércia trouxe avanços na área de educação (primeira reforma do curriculum pós ditadura, embora tenha havido uma greve de quase 3 meses), bem como criou escolas, essas mesmas que são a única presença do Estado nas áreas mais periféricas da Grande São Paulo, sem contar na vinculação obrigatória de quase 10% da arrecadação do ICMS para as universidades públicas e criou vinculação orçamentária para uma política de habitação. Criou a secretaria do menor estimulando uma nova política de acordo com o estatuto da criança e do adolescente, além das delegacias de mulheres, que é uma vitória contra o machismo.
Lógico que teve todo o desgaste da eleição do Fleury, da quebra do Banespa (embora eu realmente acredito que só o tempo em que ele esteve sob intervenção do BC foi mais danoso que a administração Quércia), sem contar no escândalo das importações de Israel, mesmo assim, com um governo que terminou hiper popular, que fez grandes feitos como a vinculação orçamentária para as universidades, expandiu o metrô para o ramal Paulista, levou o metrô à zona leste, sem contar nas obras rodoviárias em todo o Estado, será que o Quércia não merece esse vaga muito mais que o Mercadante??
terça-feira, maio 06, 2008
Naquela Estação
Comentando notícias
Caso Ronaldinho
Concordo com o José Simão, o caso Ronaldinho só eu um caso porque é com o Ronaldinho, fosse com o Maradona, não teria caso algum. Maradona teria cheirado e tirado fotos com as travestis e tudo teria terminado bem. Não me conformo com o machismo e o moralismo desse caso. Primeiro, a polícia se empenhou pra provar que as travestis tentaram suborná-lo, e o Ronaldinho tratou de desmentir que saía com travestis e que cheirava. Bem, na minha opinião, isso é um problema dele, não meu, não nosso e não da Veja. Ronaldinho seja feliz, com mulher, com travestis, com coca ou com guaraná!
Raposa Serra do Sol
É muito fácil atacar índios, eles não se defendem, não são um cartel econômico e ainda dependem de ajuda de ongs estrangeiras porque não conseguimos dar o apoio necessário a eles. Se não bastasse tudo isso, ainda defendem a não-demarcação se apoiando num nacionalismo rançoso. Vamos esperar os outros ministros do supremo, algo me diz, que graças a um vento liberal no supremo, a demarcação sai (tirando o ministro Direito que o Lula indicou que pode ser uma belíssima maçã podre...).
domingo, maio 04, 2008
Proletários de todos os países, divirtam-se!

Para mudarmos estas chaves é preciso primeiro trabalhar o simbólico do trabalho e convenhamos, não o estimulamos de maneira alguma. É fonte de sofrimento, é o campo de atuação do machismo, da discriminação, mulheres ganham menos que homens, brancos ganham mais que negros. É fonte de assédio moral, sexual e ainda por cima, a todo instante, alguém quer mudar as regras que dão alguma segurança ao trabalhador.
Algo me diz que batalhar contra o machismo, a homofobia, os direitos individuais, criaria espaços para as transformações que mudariam estas chaves. Esses espaços, não são só espaços coletivos, mas inconscientes, o que nos tornaria mais abertos a todas essas mudanças que trariam esta nova visão de trabalho. Existe um elemento interessante que poderia ser o estopim de todas essas mudanças, o movimento ambiental, ele por si só traria uma transformação no modo de produção e de olhar o outro, pelo menos penso assim....
Adoraria trabalhar assim!
sexta-feira, abril 25, 2008
Falsa Loura

Pela sinopse do filme não imaginei que teria tamanho impacto. Acabei entrando no cinema mais pelo horário favorável e pela lembrança de “Garotas do ABC”. A idéia da personagem principal ser uma operária também foi determinante. Passei minha manhã em Mauá andando de trem.
Como é fantástico que um diretor sintetize de uma maneira bastante realista muitas idéias que tenho. Machismo e homofobia são frutos da luta de classe e o sexo acaba sendo o campo de batalha, tanto das classes como das suas diferenciações. Se em “Garotas do ABC” essa relação com o sexo era primordial, em “Falsa Loira” entra em cena a cultura, que também é campo de batalha da luta de classe.
Com o que eu falei acima pode parecer que o filme seja de uma chatice tremenda, mas não é. Com grandes metáforas e um tema muito realista, quase descritivo, o diretor mostra na tela todas as minhas grandes questões marxistas.
Pode parecer um chavão absurdo, mas em ambos filmes encontrei personagens que fizeram parte da minha infância no Parque Eloy Chaves e da minha vida operária na Cebrace. Talvez algumas cenas possam parecer exageradas, mas não deixam de ser verossímeis. Conheci Silmaras, Micheles e todos os outros personagens!
sexta-feira, abril 11, 2008
Respeito por você!
É incrível como o serviço público pode conter em si um papel moralizador. Moralizador no sentido de dar a população um padrão de moral, como se um padrão moral pudesse ser construído do alto do governo para toda a população. Pode ser que seja um sintoma autoritário, embora me pareça muito mais uma atitude fascista. Desta postura, o “Respeito por você” é muito sintomático, bem como os aviso que são dados nos trem no metrô e da CPTM (“Os assentos diferenciados são de uso preferencial, respeite esse direito”). É muito fácil cair nestas armadilhas. Uma vez constituído um corpo burocrático técnico, deve-se transmitir o certo para a população para que ela respeite o direito tal qual o Estado concebeu para ela. Afinal, dentro desse corpo está a lei e o saber técnico, não há mais nada que possa contrariá-lo. Bem, não só de fascismo vive esse tipo de postura, no extremo oposto do espectro político também podemos encontrar esse mesmo tipo de postura, talvez sem o uso tão corrente da palavra respeito. Pelo que vejo, a esquerda também adora construir um novo homem a partir de uma classe revolucionária, ou de uma vanguarda esclarecida, e também desta forma a população deve ser guiada pelo saber.
Assistindo algumas palestras hoje sobre a percepção do serviço público pela população, acabei um pouco encucado com um tema, o que torna um o usuário de um serviço público cidadão e não consumidor? Quando nos pomos na postura que devemos passar um certo tipo de comportamento, ou uma maneira certa de utilização desse serviço público para a população, acredito que estamos transformando-a em consumidora (ou às vezes nem em consumidora, já que muitos serviços públicos além de estipular um padrão moral não respeitam seus usuários nem como consumidores e sim como reféns). Torná-la cidadã implica além de respeitá-la como consumidora (triste palavra essa, mas não há como não atender um cidadão com critérios de qualidade e com avaliação econômica positiva) permitir a ela que influencie nas decisões, prioridades e planejamento deste serviço.
Voltei para casa com a sensação de que para considerar cidadãos os usuários de um serviço público, este deve estar a serviço desse usuário, com ele influenciando nos seus destinos, fazendo do serviço um “desejo coletivo” desta população. A resposta técnica deve ser conseguida a partir desse desejo coletivo, influenciando a maneira de implantar essa política bem como esclarecendo a sociedade dos custos deste desejo coletivo.
No caso do transportes públicos, tanto eles influenciam na construção das cidades como são influenciados por elas, sendo assim, uma política de transporte público deve estar dentro de uma política urbana. O Estatuto das Cidades prega uma gestão democrática das políticas urbanas, e sendo o transporte público uma política urbana, não deveríamos estar construindo uma forma de garantir uma gestão democrática da política de transporte?
Acho que essa é uma dimensão agradável desse meu novo trabalho. Como ser técnico, responsável e ainda assim garantir uma gestão democrática dos transportes públicos? Algo me diz que deveria ler um pouquinho mais de Habermas para chegar a alguma conclusão...
quinta-feira, abril 10, 2008
Bêbado ao som de Carpenters!
Only Yesterday
Everyone must face their share of loneliness
In my own time nobody knew
The pain I was goin' through
And waitin' was all my heart could do
Hope was all I had until you came
Maybe you can't see how much you mean to me
You were the dawn breaking the night
The promise of morning light
Feeling the world surrounding me
When I hold you
Baby, Baby
Feels like maybe things will be all right
Baby, Baby
Your love's made me
Free as a song singin' forever
Only yesterday when I was sad
And I was lonely
You showed me the way to leave
The past and all its tears behind me
Tomorrow may be even brighter than today
Since I threw my sadness away
Only Yesterday
I have found my home here in your arms
Nowhere else on earth I'd really rather be
Life waits for us Share it with me
The best is about to be
So much is left for us to see
When I hold you
terça-feira, abril 08, 2008
Trabalhando por você!
O engraçado é que muita coisa mudou quando passei a trabalhar para o Estado, desapareceram algumas preocupações artificiais que discutia no almoço (aumento do consumo de vidro, diminuição da produção de vidro float, job rotation dos gerentes) para surgirem discussões fantásticas que permeiam meu cotidiano e que estão diretamente relacionadas com meu trabalho, tais como quem será o próximo governador, se o transporte público deve dar lucro, qual interferência as empresas privadas devem ter no sistema de transporte. Como somos engenheiros na maioria, as vezes conversamos sobre alguns temas meio tabus, como taludes, drenagem e outras cositas más... enfim, estou adorando ser um engenheiro e adorando ser um quase servidor público.
O mais legal de tudo isso é que até o dia 13 de agosto estou em treinamento. Isso quer dizer que voltei a faculdade. Os temas vão desde eletrificação das linhas, passando por planejamento dos transportes metropolitanos, construção de ferrovias, chegando a um treinamento de três dias sobre a lei de licitações e sobre as PPPs.
Estou em casa na CPTM! A propósito, vou trabalhar de jeans, camiseta e tênis! =)
São Paulo, São Paulo,
Aliás, interessante mudar para uma cidade e trabalhar na questão principal desta cidade, acho que inserção em São Paulo vai ser mais fácil que a inserção em São José dos Campos. No entanto, nunca tinha sentido a poluição desta maneira, percebo hoje o quão essa cidade é poluída.
Mas é fantástico ir trabalhar de trem, ver uma multidão nas ruas, de repente descer na Avenida Paulista ou sair do metrô e ver a Catedral da Sé, o prédio do Banespa. Vale a pena!
quarta-feira, março 26, 2008
Mudanças ao som de tango
Vida Mia
(Emílio e Osvaldo Fresedo - 1934)
Siempre igual es el camino
que ilumina y dora el sol...
Si parece que el destino
más lo alarga
para mi dolor.
Y este verde suelo,
donde crece el cardo
lejos toca el cielo
cerca de mi amor...
Y de cuando en cuando un nido
para que lo envidie yo.
Vida mia,
lejos más te quiero.
Vida mia,
piensa en mi regreso.
Sé que el oro
no tendrá tus besos,
y es por eso que te quiero más.
Vida mia,
hasta apuro el aliento
acercando el momento
de acariciar
felicidad.
Sos mi vida
y quisiera llevarte
a mi lado prendida
y así ahogar
mi soledad.
Ya parece que la huella
va perdiendo su color
y saliendo las estrellas
dan al cielo
todo su esplendor.
Y de poco a poco
luces que titilan
dan severo tono
mientras huye el sol.
De esas luces que yo veo
ella una la encendió
Tango
Adoro tango, acho que tem decadência, soberba, sedução, é combativo, nostálgico, marcado. Combina comigo, consigo trabalhar escutando tango. Assim como o espanhol me dá a sensação de ser mais preciso, o tango me dá a sensação de ser lógico, lógico mesmo na mais completa falta de razão.
terça-feira, março 25, 2008
Inconsciente musical - Normalista
A Normalista
Vestida de azul e branco
Trazendo um sorriso franco
Num rostinho encantador
Minha linda normalista
Rapidamente conquista
Meu coração sem amor
Eu que trazia fechado
Dentro do peito guardado
Meu coração sofredor
Estou bastante inclinado
A entregá-lo aos cuidados
Daquele brotinho em flor
Mas a normalista linda
Não pode casar ainda
Só depois que se formar
Eu estou apaixonado
O pai da moça é zangado
E o remédio é esperar
domingo, março 23, 2008
Desempregado, mas feliz!
A correção do rumo foi acertada, passo meus dias estudando pra concurso e para o mestrado em economia. Claro que eu preciso comer e viver, engraçado que tenho uma fé que vou resolver isso rápido, bem se até maio não resolver aí vou me preocupar mais. Do mais, acordo, fuço algumas vagas no catho, estudo, almoço, leio; por enquanto tudo sob controle (com uma ansiedade aumentando a cada dia mas até nisso o tempo é bom, me permite encontrar terapias alternativas a ela!).
A grande meta agora é assistir uma gravação do Viola minha Viola, infelizmente, a parte triste do desemprego é que não vou poder ver o Charles Aznavour... R$ 200,00 por um momento melancólico em francês é muito caro, consigo andar 100 vezes de trem com essa grana!
sexta-feira, março 07, 2008
A minha minissérie
terça-feira, fevereiro 19, 2008
18/02
“E o tempo se rói
com inveja de mim,
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver”
Provavelmente é culpa do inferno astral, que no meu caso, para todo o sempre, é acompanhado de quaresma. Essa necessidade de renascer está tão enraizada em mim que me chamo Renato. É uma cena clássica: a necessidade de revolução. Adoro essa minha capacidade de me reinventar a cada instante, romantizo esta capacidade; algumas vezes que acho que ela me levará a ruína. Mas existe uma intuição tão grande que nessas minhas viradas eu me revelo, me descubro.
O ciclo São José dos Campos está no fim. Foram três anos para provar que me bastava e cheguei à conclusão que preciso muito das pessoas. Nunca estive tão perto de um modelo de vida que sempre busquei. Os anos joseenses modificaram o modelo. Que 2009 chegue logo para que essa reinvenção se concretize.
Qual é o plano? Bem, existem alguns esboços. O que mais me agrada é estudar economia. Corrigir uma dívida que ainda tenho do período Unicamp. O plano B é trabalhar, mas trabalhar com um foco menos culposo e mais doloso. Estou sentindo falta de proximidade e São José dos Campos só conhece distância!
Vacaciones
Dia 5 de maio saio de férias. Esta longe, eu sei. Mas o simples fato de saber que estarei de férias me tranqüilizou. A possibilidade de fazer planos, de sonhá-los, diminuiu a ansiedade. Afinal, os piscianos precisam sonhar, e eu resolvi sonhar um pouco com Lima. Estou morrendo de vontade de conhecer o Peru, de comer ceviche, de pisco sauer e conhecer o Oceano Pacífico. Engraçado que o ir sozinho que sempre foi uma bandeira minha, hoje é a maior dúvida. Queria tanto ir acompanhado!
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Aznavour
Nunca prestei muita atenção nessa música, mas um dia mais atento percebi que era sobre um travesti. Uma música de 1972 retratando a vida de um travesti, tem algumas passagens meio Sabrina, mas não deixa de ser fantático. Enfim, meu único problema é que quando ouço imagino o próprio Aznavour costurando à máquina enquanto a mãe dele dorme... imagem meio melancólica...
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Um tempo novo de mudanças vem surgindo III
Obama!
É fantástico acompanhar as eleições nos Estados Unidos. A complexidade do país, que todos esses bolivarianos tontinhos tentam esconder atrás de palavras de ordem, ressuscita a cada primária. Embora movida por uma grana colossal, todo o processo de primária não deixa de ser um rito democrático fantástico (ouvi dizer que as convenções eram até os anos 50 praticamente um encontro de gângster, mas mesmo assim). Aos poucos as candidaturas tomam corpo e quando começar a campanha, todo mundo já fez campanha!
Tenho a impressão que onda dos born again diminuiu. Acho que talvez o governo Bush foi o ápice desta influência. Quando vejo McCain, Clinton e Obama, dá a impressão que os norte-americanos estão com aquela sensação de exagerei. Será que não é uma nova onda que está surgindo? Assim como Reagan pôs abaixo a recessão, o derrrotismo, criando uma era de yuppies. Talvez o próximo presidente possa dar impulso a uma nova relação dos Estados Unidos com o mundo e com eles próprios.
Nesse ponto, se fosse norte-americano, estaria de bandeira na mão fazendo campanha para o Senador Barack Obama. A capacidade de mobilização dele é de dar inveja, gostaria de ver discursos, ouvi-lo falar. Pelo que se lê nos jornais, parece ser uma pessoa cativante. Acredito que consiga superar certas feridas como a questão do racismo, da mulher, unificando o país para o fim da guerra.
O mais bonito da campanha é como ela está crescendo, mobilizando, fazendo a pessoas saírem de casa. Estava pensando. Depois de Kennedy, os democratas só voltaram à Casa Branca por inércia, Johnson por causa de Kennedy, Carter para varrer o que sobrara do governo Nixon, Clinton, como um refluxo do governo Bush. Talvez dos três candidatos, Hilary, Obama e McCain, somente Hilary esteja enraizada no status quo, acho que se essa onda de mudança prevalecer, será a mais prejudicada. Se eu pudesse escolher, seria Obama.



